Glastonbury: tem chuva, tem lama, não tem acessibilidades e é o melhor festival. Porquê?

Está a acontecer até domingo, o festival Glastonbury! Continua a ser considerado o melhor festival de música e artes do mundo, ano após ano...e até aqui dá-se ao luxo de, periódicamente, colocar um ano sabático a cada 7 edições (ou quando apetece à organização, a última vez que tal aconteceu, foi no ano de 2012, porque ocorriam os Jogos Olímpicos e era tempo de aproveitar para ajudar os seus terrenos a rejuvenescerem).


Este poderia ser um artigo que poderia ser facilmente alvo de uma simples Análise Swot. Pontos fortes, pontos fracos, ameças e oportunidades que caracterizam o festival e que fazem com que a cada edição os bilhetes (apenas passes) estejam esgotados desde o primeiro momento (ou primeiros 15 minutos de venda de bilhetes). É neste festival que todas as polémicas são despoletadas: este ano ninguém quer ver Kanye West em palco, assim como em 2008 ninguém queria Jay-Z por ter sido o primeiro headliner do festival de hip hop e culminou com um cover feito pelo próprio da banda britânica Oasis que potenciou esse "ódio"; no ano passado, houve mais acreditações de colaboradores da BBC para o festival do que para o campeonato do mundo; em 1989, Suzanne Vega atuou com um colete à prova de bala não se deixando intimidar por radicalistas e ameaças de morte; os U2 foram contestados em 2011, pela sua "fuga aos impostos". Enfim, muita história criada ao longo dos seus quarenta e poucos anos de história.


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Voltando ao título, quais serão as razões do festival ser um sucesso? À partida, não teria muitas no atual contexto super competitivo e exigente (em termos de público e dos próprios artistas e fornecedores ao festival), porque: tem lama; tem chuva; tem tendas deixadas para trás; não realiza campanhas de comunicação; o seu cartaz tem tantos artistas que se torna impossível a sua "impressão" seja em que tamanho for; o local onde se realiza não tem acessibilidades; é impossível organizar uma ida coletiva pois não está garantida a sua presença (é quase uma questão de sorte); a organização não promove o festival com teasers ou aftermovies a edição seguinte, pelo que em qualquer outro evento não seria apetecível a patrocinadores e para ativação e notoriedade de marcas.


A razão principal, estará naquilo a que todos os estudos indicam que a razão principal para ir a um festival é a MÚSICA e Glastonbury tem aquilo que os outros festivais tentam e não conseguem: ter todos os artistas (em tour) reunidos num só evento durante 3 dias, com concertos desde de manhã pela madrugada fora. Mesmo para quem não vai, pode deliciar-se com um vasto acompanhamento pelas várias plataformas BBC (rádio, online e TV) que permitem que se possa sonhar em estar presente e em querer ver esta ou aquela banda.


Para provar o referido nas últimas linhas, faça um pequeno exercício:

1º Enumere 10 bandas com novidades discográficas ou de novos conteúdos que ouviu nos últimos 6 meses;

2º Verifique se as mesmas vão estar presentes no festival (deixamos uma ajuda nalguns dos maiores nomes presentes no cartaz abaixo).


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#glastonbury

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