O Arquitecto dos festivais: Artista ou Técnico?

Não sei ao certo responder à questão, mas tenho uma história para vos contar; a de quando comecei a ser chamado “Roberto, o arquitecto dos festivais”.


Não foi fácil aceitar este desafio feito numa (divertida) madrugada do inverno de 2013 quando tinha regressado de um ano no Brasil há apenas uma semana. Foi Karla Campos (Managing Director da Live Experiences) que me fez o convite; nos festivais da Live Experiences (EDP Cooljazz e Sumol Summer Fest) já tinha existido a colaboração a curto termo de um Arquitecto, mas nunca tinha existido um Arquitecto a full time com o papel de Site Planner. Com a minha tenra experiência no mundo da arquitectura, mas principalmente por ser um novo mundo para um jovem que terá de tecnicizar a arte do conceito Arquitectónico, este seria um verdadeiro desafio.

Aceitá-lo (hoje assumo-o como ganho e com pernas para andar) permite-me olhar de uma maneira diferente para o que é efémero e que traz tanta felicidade e boa vibe a por quem lá passa - os Festivais.


Fundamental nos festivais é saber o que é um recinto, que o número de espectadores é uma das prioridades, que as activações influenciam o look do festival e a ocupação de terreno, que as zonas técnicas são grandes e obrigatórias, que corredores técnicos e de circulação são sagrados… mas vamos por partes…