Conforto procura-se: glamping, alojamento comunitário, packs...

16/09/2015

Como em qualquer questão da atualidade, o utilizador ou beneficiário de algo está cada vez mais exigente. Comporta-se como um verdadeiro "analista de mercado" porque tudo está na internet e pode-se por isso comparar tudo. Tudo é mais efémero e o que hoje é preditor de sucesso, amanhã já não está dentro dos parâmetros do mesmo público-alvo de um produto.

 

Nos festivais de música, o festivaleiro procura acrescer cada vez mais qualidade à sua experiência - por detrás de uma decisão de ida a um festival, está também uma viagem e gestão de diferentes tipos de recursos. Com isso surgiu o conceito glamping, que indica a potenciação do campismo na forma de glamour e luxo aos seus festivaleiros. Uma importação, bem-sucedida, trazida para Portugal, pela mão da Sleep'em'All, que apresentou o seu conceito no Talkfest, do ano de 2013.

 

 Créditos: Nos Alive (site oficial)

 

De lá para cá a marca conseguiu estar presente em mais de uma dezena de festivais (e.g. FMM Sines, Alive, Reverence Valada, Vagos Open Air, Paredes de Coura), realizando também o apoio a ativações de marca e eventos corporativos, podendo hoje alargar o seu conceito a outra tipologia de eventos. Mantém ainda hoje um nicho de mercado sem concorrentes em Portugal na área dos festivais, mas que foi alargada por outras marcas noutros mercados, como o das "escapadinhas radicais" que junta desportos náuticos e alojamento no mesmo meio ambiente.

 

Se esta foi uma tendência implementada com sucesso em Portugal, conseguindo atrair público e gerar aceitação junto dos promotores, também é verdade que ganhou em apenas três anos uma rápida concorrência indireta, de outras formas de alojamento a que o festivaleiro tem agora ao seu dispor. 

 

Como dito no inicio, se o festivaleiro está mais exigente, o promotor de um festival também cada vez mais se preocupa em dar-lhe mais que uma solução. A decisão passou para o lado de quem compra e não de quem vende.

 

Hoje já não é "obrigatório" fazer com que o festivaleiro esteja no recinto do festival, numa zona delimitada denominada campismo e se alimente do que lá existir. Importa realizar parcerias e dar-lhe outras opções e maior qualidade à sua experiência.

 

Assim, a um campismo de luxo, de glamour, também existem pacotes de bilhetes que incluem alojamento em Turismo rural ou diferentes gamas de hóteis (dependendo da localização do festival), assim como alojamento comunitário, alugando-se parte ou uma casa de alguém referenciado, como o caso da Airbnb, testado no último Super Bock Super Rock. A gastronomia e a denominada alta cozinha tornou-se mais acessível e se por vezes estas soluções não conseguem estar dentro do festival, o promotor faz com que o festivaleiro consiga ter acesso a estas como um valor acrescentado da sua escolha, algo que se viu no Lisb-On. Na futura edição do Caixa Alfama, existirão também diferentes soluções gastronómicas típicamente bairristas, para a experiência de se ouvir Fado, ser completa.

 

Daqui a um ano, tudo o que foi escrito nesta página já não deverá fazer muito sentido perante novas exigências e tendências do público. Ainda bem, desde que existam novas soluções e constantes adaptações que marquem uma evolução e diferenciação a cada festival!

 

 

 

 

 

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