Missão CCBeat por Fernando Sampaio (programador CCB)


Ao abrigo da última edição de 2015, do CCBeat, com a presença de duas bandas de culto para diferentes gerações portuguesas, os Paus e os Pop Dell'Arte, falámos com a organização do Centro Cultural de Belém e Fernando Luís Sampaio, para perceber a génese desta secção de concertos e entendermos a estratégia e mais-valias potenciadas por estas noites de concertos.


APORFEST: O Centro Cultural de Belém, um espaço de cariz cultural com vários tipos de auditórios e espaços exteriores para diferentes iniciativas, como liga "novos públicos" e os fideliza às suas iniciativa? Ou seja, a partir de que ponto e de que forma o cliente "por impulso" passa a ser um cliente habitual das iniciativas do CCB?

A programação do CCB distingue-se dos outros equipamentos culturais por ter um Centro de Espetáculos que apresenta todas as áreas performativas, sejam elas de produção CCB, em parceria com outras instituições ou entidades e, ainda, produtores externos. Não temos assim uma identidade “estagnada”, orientada apenas para um determinado tipo de público, mas para todos os públicos que queiram aderir a esta diversidade de programação.


Pelo CCB já ocorreram ações ligadas as festivais de música - Belém Art Fest e Misty Fest são os casos mais recentes. Como é potenciada a vossa missão com o desejo dos promotores?

A programação do CCB é feita com produções/criações próprias e produções exteriores (como é o caso do Misty Fest). Como casa de cultura (e sua promotora ao mesmo tempo), abrimos as portas a projetos artísticos e musicais que enriquecem a nossa programação. A nossa missão completa-se quando nos aliamos a outros promotores culturais na divulgação e fruição da criação artística e/ou musical.


As iniciativas CCBeat, para bandas emergentes da música portuguesa, acontecem com que periodicidade e para que fins?

Fernando Sampaio: O CCBeat decorre durante todo o ano , numa série de dez concertos por ano. A periodicidade depende muito da disponibilidade dos músicos/ grupos, mas fazemos um esforço para que em quaComo combater e fazer valer este conceito, quando muitas destas bandas atuam em grande quantidade (muitas vezes de forma gratuita) na mesma cidade ao longo de um ano?se todos os meses haja um concerto CCBeat.


Como combater e fazer valer este conceito, quando muitas destas bandas atuam em grande quantidade (muitas vezes de forma gratuita) na mesma cidade ao longo de um ano?

Fernando Sampaio: O conceito CCBeat parece ter vingado, apesar de algumas dificuldades de agenda, nomeadamente pela oferta de concertos na cidade de Lisboa, pois já vamos no 5º ano de existência. E se nem todos os concertos esgotam, a taxa de ocupação tem sido muito boa, com concertos esgotados e segundas datas. Contrariar esses constrangimentos passa, nomeadamente, por negociações com os agentes ou músicos, uma vez que o interesse é mútuo.


Este ano por lá passaram D'Alva, Moullinex e ainda falta o duplo concerto de Paus e Pop Dell'Arte. O que esperar para o próximo ano?

Fernando Sampaio: O próximo ano, cuja programação já está fechada, terá algumas surpresas. O primeiro concerto CCBeat de 2016 é, creio, imperdível, pois teremos os Orelha Negra a estrear o mais recente trabalho. 2016 vai receber novos trabalhos de alguns músicos que passarão em primeira mão pelo Pequeno Auditório do CCB. Assim espero.


Qual o papel que acha que a APORFEST poderá ajudar na melhoria da área da música e dos festivais de música em concreto?

Fernando Sampaio: O trabalho da Aporfest tem sido reconhecido pelo empenho com que promovem a música nacional. Não sei que meios estão disponíveis para que se proceda à criação e implementação de um network europeu para a divulgação dos músicos portugueses, sobretudo desta extraordinária geração mais recente, promovendo a sua internacionalização [já colocámos artistas e projetos em festivais europeus, como o Sziget].


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