Field Marketing nos festivais. Entrevista: Rui Goulart (Brandp)

30/03/2016

Coordenar, gerir e operacionalizar estratégias de comunicação e marketing, mas aplicando-se no "terreno" específico dos festivais com grande utilização de ativações de marca. Quisemos saber mais e perceber a evolução nesta área em Portugal, falando com Rui Goulart, diretor de marketing da Brandp.

 

 

APORFEST: Desde 2003 como Brandp, mas uma experiência prévia da sua equipa, nomeadamente dos seus responsáveis. Que projetos já tiveram associados a festivais de música? 

Rui Goulart: Em 2003, a Brandp iniciou a sua actividade em áreas mais ligadas ao Ponto de Venda, com acções e gestão de todo o canal de retalho para algumas marcas internacionais especialmente na área da tecnologia. No entanto, nos últimos 4 anos, com entrada de colaboradores com diferentes experiências, inclusive em acções de activação em festivais de verão, começámos a diversificar as nossas áreas de actuação e de forma natural a produzir e organizar acções de activação de marca fora do ambiente loja e gradualmente de maior dimensão e exigência. Como exemplo, o ano passado fomos responsáveis por toda a presença da Movijovem em quatro dos principais festivais de música, com as acções de activação do IntraRail.

 

Como vêm a evolução do setor do ponto de vista de comunicação/engagement das marcas ou do promotor ao público?

Julgo que Portugal é um exemplo a seguir nesse aspecto e existe já uma experiência e um know-how adquirido bastante bom nestas áreas. Temos vindo sempre a evoluir, talvez desde o 1º Rock In Rio, que tanto as marcas como os promotores, perceberam as vantagens de se envolverem de outra forma nos festivais de música e não apenas como patrocinadores.

 

Em que se baseia a Brandp e que fator diferenciador tem para dar a empresas que possam realizar a sua ativação de marca em eventos de grande dimensão, como os festivais?

Tenho noção da realidade e que não seremos certamente a agência com mais portefólio em festivais, mas por outro lado a nossa experiência em outras áreas poderá ser benéfica na identificação de soluções diferenciadoras, sempre com a preocupação na adequação do orçamento disponível à proposta a apresentar e sem comprometer o impacto e os objectivos previamente delineados. Mas acredito sinceramente que o que diferencia as empresas e organizações são as pessoas que as integram e a cultura/atitude que se vive internamente. Na Brandp vamos ao limite no envolvimento e relação honesta e transparente que temos com os nossos clientes, sabendo que só assim teremos ambos sucesso.  

 

De que forma um projeto executado por vocês no campo, no apoio aos vossos clientes, poderá aumentar o consumo e a vontade de estar associado a uma marca?

Esse é sempre no final no derradeiro objectivo de cada acção e de cada projecto. Depende sempre de cada briefing e de cada cliente, mas como referi anteriormente, possivelmente a nossa experiência no retalho, onde esse factor é mais imediato, nos torne um pouco mais atentos e preocupados com o retorno efectivo das acções em detrimento de outras questões que por vezes são sobrevalorizadas.

 

A APORFEST como poderá ajudar na execução da vossa missão no futuro?

A APORFEST tem vindo a fazer um trabalho muito positivo na minha opinião, principalmente na missão de colocar todos os interessados nesta área a conhecerem-se melhor, a falarem e discutirem as questões que são importantes para o sector. Por si só essa já é uma ajuda bastante importante para nós e para todo o sector.

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