Será para breve o fim do uso das câmaras dos smartphones em concertos?

29/06/2016

Um dos problemas que foram aparecendo nos concertos ao vivo, com o evoluir da tecnologia e apropriação cada vez mais individual da mesma, foi o aumento do número de pessoas que parecem não querer ver o concerto/espetáculo, parecendo preferir vê-lo (e partilhá-lo) através de um ecrã (quando têm a realidade à sua frente) enquanto seguram o telemóvel no ar e bloqueiam a visão das pessoas que estão atrás e que querem realmente ver o concerto como uma experiência total. Quem nunca passou por esta situação?

 

Para além dos espetadores ficarem incomodados, também os artistas demonstram a sua frustração, como é o caso de Adele que interrompeu um dos seus espetáculos da sua mais recente tour para pedir a uma espetadora que parasse de filmar. Disse a artista, “quero dizer para aquela senhora parar de me filmar com a câmara. Eu estou mesmo aqui na vida real, pode baixar o tripé? Isto não é um DVD, é um espetáculo real. Gostava imenso que desfrutasse do meu concerto porque há muitas pessoas lá fora que não conseguiram entrar”.

Outro exemplo, mediático, aconteceu com a banda Savages que deixaram uma nota aos seus espetadores num dos concertos na cidade de Toronto (Canadá).

Este é então um problema que a empresa Apple está a tentar resolver, conseguindo neste mês obter finalmente a patente de uma tecnologia que desenvolveram em 2011 e que pode ser agora utilizada para este fim. O sistema funciona através do emparelhamento do smartphone com emissores de sinais infravermelhos (sinais esses que “transportam” códigos que proíbem a utilização da câmara dos telemóveis) que têm de ser previamente instalados na sala de espetáculos ou recintos onde os promotores querem proibir a captação de imagens (como mostra a figura abaixo).

 

 

Para além do uso em concertos, esta tecnologia permite também outro tipo de uso, como por exemplo, em museus onde esta tecnologia poderá ser utilizada para fazer que quem os visita possa direcionar o smartphone para qualquer peça exposta e receber informação instantânea acerca da mesma.

 

 

É possível que a tecnologia descrita na patente já tenha sido ultrapassada por invenções como os IBeacons, que podem ser utilizados para as mesmas funções mas de maneira mais rápida e fiável uma vez que não utiliza emparelhamento através de infravermelhos, método este que já entrou praticamente em desuso. Contudo é interessante ver que a multinacional Apple esteja interessada em fortificar a sua expansão e ação na música e assim melhorar a experiência dos concertos ao vivo.

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