Monte Verde Festival com muitas inovações tecnológicas para 2016. Entrevista : Jacinto Franco (produtor)

13/07/2016

 

Falta menos de um mês para o Monte Verde Festival. São já cinco edições consecutivas de um festival que se vai destacando no panorama nacional, apostando este ano em inovar a nível tecnológico e a ir ao encontro dos gostos e necessidades do seu público. Falámos com o seu responsável, Jacinto Franco.

 

APORFEST: Vai ocorrer a 5ª edição do Monte Verde Festival, de 11 a 15 de agosto, na Ribeira Grande (Açores). Que novidades vão estar presentes e disponíveis aos festivaleiros em 2016?

Jacinto Franco: São muitas as novidades, a começar pelo cartaz ecléctico e que privilegia nomes emergentes e sonantes da música em Portugal e no estrangeiro, bem como nomes consagrados, e aposta cada vez mais forte nos talentos regionais.

Este ano, também vendemos bilhetes online, o que facilita a compra dos bilhetes para quem vive em São Miguel, mas também para quem está nas outras ilhas, no continente e no estrangeiro.

O recinto também apresenta mudanças, indo ao encontro de algumas sugestões do nosso público e da nossa própria avaliação. O acesso estará facilitado e a própria disposição dos bares e outros serviços oferece maior comodidade para o público. Também a pensar na comodidade e numa melhor gestão do tempo e dinheiro dos nossos festivaleiros, teremos um sistema de cashless. Importa referir que continuamos a apostar na responsabilidade social, sendo que este ano uma parte da receita de Bilheteira reverte a favor do Canil Municipal da Ribeira Grande.

 

O que mais destacam desta edição?

A aposta nas novas tecnologias e sistemas disponíveis em prol da comodidade e conforto dos nossos festivaleiros, numa iniciativa inédita nos Açores.

No caso da bilhética, os nossos festivaleiros acolheram muito bem a novidade, sendo que as vendas estão a decorrer a um ritmo bastante satisfatório. Em relação ao sistema cashless, a organização também está expectante, mas estamos certos de que é uma novidade proveitosa para ambas as partes.

Em termos de cartaz, vamos ter, como cabeças de cartaz: Guano Apes (14 de agosto), Gabriel O Pensador (13 de agosto) e Sub Focus (12 de agosto). De destacar também, na Welcome Party a 11 de agosto, Mellow Mood, Bispo, Dj Nokin, Mishlawi, Macow & Conga. E a encerrar a quinta edição do festival vamos ter Vibers, Myrah, Brainwash e Unxp.

 

Como tem sido a construção do vosso projeto, da vossa "marca" ao longo destes anos?

Tem sido um desafio e ao mesmo tempo um orgulho ver o festival crescer. E quando falamos em crescimento não nos referimos necessariamente a números, mas a qualidade.

Apresentamos um cartaz cada vez mais rico e atento aos mais diversos gostos, introduzindo nomes emergentes e sonantes da música em Portugal e no estrangeiro e também temos a preocupação de trazer aos Açores artistas que marcaram gerações, como o caso de Guano Apes.

De ano para ano, também temos vindo a aperfeiçoar aspectos organizativos. Não existem eventos perfeitos, há sempre aspectos a melhorar e, graças ao nosso trabalho árduo e pautado pelo brio profissional, temos registamos uma evolução bastante significativa desde a primeira edição.

O nome Monte Verde Festival também sido referenciado na imprensa nacional e estrangeiro juntamente com as marcas Ribeira Grande e Açores, o que para nós é fantástico.

Da mesma forma que temos contribuído para levar o nome da nossa Região mais longe, também temos trazido cada vez mais gente do exterior para a Ribeira Grande e para a ilha de uma forma geral, cumprindo com um dos nossos principais propósitos enquanto promotores de eventos desta natureza.

O Monte Verde Festival tem sido por vezes referenciado como o maior dos Açores, e registamos que os nossos públicos estão bastante atentos ao nosso trabalho e se têm mostrado confiantes no nosso trabalho.

 

Realizar um festival nos Açores é na atualidade uma vantagem ou desvantagem? Isto referente a patrocínios, divulgação e comunicação.

A insularidade é um custo acrescido para as nossas produções, sendo que, por um lado, organizar um festival nas ilhas tem custos mais elevados devido aos transportes e estadias, e não temos tantas possibilidades de escolha na contratação de serviços localmente, e, por outro lado, não temos tanta massa crítica. Um cenário pouco favorável, com receitas mais baixas, e custos mais elevados.

Acresce o facto de o tecido empresarial não estar muitas vezes informado do potencial dos patrocínios em prol da comunicação e divulgação da sua própria marca. Acabamos por ter um papel um pouco “pedagógico” nesta matéria, exige um esforço maior da nossa parte.

 

Como promovem o vosso festival a nível nacional ou internacional? Como fizeram as vossas escolhas?

Através do envio de Press Releases e contactos para entrevistas. De destacar a presença na Time Out e na Blitz. Também já temos assegurada a cobertura do festival por parte de alguns órgãos nacionais, nomeadamente através de uma parceria com a Fuel Tv.

Destacamos também a aposta forte no digital, nomeadamente através das redes sociais, com estratégias de segmentação que permitem ir ao encontro do público onde existe maior potencial de estar interessadas no festival.

 

De que forma a APORFEST poderá potenciar a vossa ação no futuro?

As vossas acções de formação são uma mais-valia, não só pela transmissão de conhecimento teórico, mas sobretudo pela experiência que têm absorvido de outras organizações. Em áreas como gestão de patrocínios, comunicação de festivais e legislação são para nós uma referência. Destacamos também o know-how partilhado e todo o suporte que nos têm dado. É de referir, igualmente, o papel aglutinador que têm na indústria. Todo o apoio ao nível de divulgação também é bem-vindo!

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