Vem aí a 3ª edição do Festival Forte. Entrevista: Irina Grade (production manager)

03/08/2016

 

 

O Festival Forte terá já este mês a sua 3ª edição. Pela mão de uma editora/agência especializada na atuação de um segmento musical, organiza desde 2014 o festival que receberá diferentes nomes consagrados e com atuação exclusiva em Portugal. Falámos com Irina Grade, a responsável de produção do mesmo.

 

 

APORFEST - O Festival Forte vai para a 3ª edição (25-27 agosto, Castelo de Montemor-o-Velho). O que podemos esperar e ter como principais desenvolvimentos do evento?

Irina Grade: O Festival Forte assume-se como uma experiência sonora e visual, único na capacidade de aglomeração de referências da música electrónica contemporânea e na representação visual de um ambiente exclusivo.   
Após duas edições, o Festival Forte é uma referência, apresentando as novas tendências da música, estabelecendo sinergias importantes com o público e com o próprio espaço físico do festival. Apoiando-se na criteriosa seleção musical e no dinamismo visual que é preparado para cada espetáculo, o conceito do festival é um reflexo destas convergências, criando um espaço onde se gera uma dinâmica experimental entre som e imagem, num raro e abundante diálogo criativo, que atualmente define as tendências de comunicação, potenciando a capacidade humana de ver e ouvir.   
A edição de 2016 aposta na consolidação como uma referência cultural, pela definição de um conceito estético que, através da sua linguagem, renova a dinâmica da sua identidade, pela criação de um sistema digital autónomo, que transforma a linguagem algorítmica num código com capacidade de síntese visual aleatória, apoiado na Arte Generativa.   

 

O movimento eletrónico está a ganhar uma grande dimensão em Portugal, conseguindo atrair público estrangeiro pelo rigor, exclusividade e cuidado nos cartazes destes festivais. Como se diferencia o Festival Forte dos restantes festivais de música eletrónica contemporânea?

O Festival Forte aposta na relação com o espaço arquitectónico do Castelo e da paisagem envolvente, factor diferenciador na construção de narrativas e de relações afectivas com o espaço, culminando num espetáculo audiovisual uno e com um grande potencial mediático.

A captação de novos públicos, nacional e internacional, é uma prioridade do festival, reforçando a relação entre criatividade e desenvolvimento económico da região de Montemor-o-Velho, criando uma rede colaborativa entre sociedade, cultura, tecnologia e economia para apostar num eixo de economia criativa atraindo e retendo talento e capital para o desenvolvimento económico e sustentável da região.

O reconhecimento internacional do mesmo tem sido largamente destacado pela imprensa internacional. Anteriormente já tinham sido avançados os destaques pelos gigantes da música electrónica contemporânea, Pitchfork, The Wire, Trax Magazine, entre muitos outros.
O Festival Forte volta a colocar-se no podium da Resident Advisor como um dos melhores 10 Festivais de Agosto, no mundo, entra também no top da Trax magazine e é considerado pela 6AM como um dos mais belos locais para a realização de um Festival, aqui com grande destaque ao Castelo de Montemor-o-Velho.
A um mês do início do Festival, o reconhecimento internacional verifica-se agora nas vendas, o público internacional representa 77% das pré-vendas online, contando com a presença de mais de 26 países diferentes.
Os países com maior incidência de vendas, neste momento, são: França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Áustria, Holanda e Itália.
A internacionalização do festival, em apenas duas edições, deve-se à excelência da programação, à qualidade dos serviços oferecidos ao público e à localização única: um castelo medieval que é património nacional.

 

Que dificuldades se apresentam à vossa organização de ano para ano?

Surpreender e melhorar, de ano para ano, todos os aspectos que envolvem o festival.

 

Qual o impacto que o festival proporciona para a região?

O festival parte da identificação das características específicas da Região Centro, para a integração da economia local, num processo participado por todas as partes interessadas, estabelecendo desta forma uma visão de futuro sustentável para o território. O mesmo explora as respetivas oportunidades económicas e tendências emergentes da Região Centro, tomando medidas para potenciar o seu crescimento económico pela geração de empregos e de crescimento baseados na captação de turistas, no aumento da taxa de ocupação hoteleira e do consumo nos estabelecimentos de restauração e bebidas.

O Festival Forte aposta no desenvolvimento e inovação pela criação de novas abordagens direcionadas a mercados específicos, pela estruturação de novos produtos orientados para a valorização do património territorial existente, enquanto elemento diferenciador, pela consolidação da produção de conteúdos culturais, artísticos e multimédia, e pelo desenvolvimento de novas ferramentas e abordagens na promoção do Centro de Portugal como destino turístico, identificando as características específicas da Região Centro, nomeadamente da Vila de Montemor-o-Velho, para estabelecer uma visão de futuro sustentável para o território, destacando-se como um potencial hallmark event no contexto do turismo cultural.

 

Para a Soniculture realizar um festival é o percurso normal dos eventos que realiza ao longo do ano? É uma forma de se posicionar?

A Soniculture é uma editora, agência e produtora sediada em Coimbra, criada em 2002, pelo Dj e produtor Expander (Ilídio Chaves), com mais de 15 anos de experiência. Dedica-se à produção de eventos, edição e gestão de artistas nacionais e internacionais. Centra-se na divulgação de música electrónica de vanguarda, aliada às novas tendências internacionais da cultura contemporânea, em articulação com as artes visuais e performativas. Actualmente, é uma das mais importantes estruturas a trabalhar em Portugal no campo da música electrónica e de dança e uma referência quanto à qualidade da sua intervenção.

O Festival resulta da instalação de novas dinâmicas territoriais, na área das indústrias culturais e criativas, que valorizam o património nacional e a Região Centro no contexto de uma estratégia de especialização inteligente.  Já a dinâmica do Festival Forte estende-se ao longo do ano, pelo trabalho desenvolvido pela Soniculture, promovendo a diversificação de todas as suas atividades e artistas, apostando na captação de novas audiências e penetrando nos meios de comunicação internacionais.

 

De que ponto a Aporfest poderá assumir papel de relevo no desenvolvimento do vosso festival?

A parceria com a Aporfest pode assumir um papel essencial no apoio que pode prestar diariamente na produção do Festival, sobretudo no que se prende com candidaturas a apoios e financiamentos e formação das nossas equipas.

 

 

 

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