Vem aí a 3ª edição do Festival Forte. Entrevista: Irina Grade (production manager)

O Festival Forte terá já este mês a sua 3ª edição. Pela mão de uma editora/agência especializada na atuação de um segmento musical, organiza desde 2014 o festival que receberá diferentes nomes consagrados e com atuação exclusiva em Portugal. Falámos com Irina Grade, a responsável de produção do mesmo.


APORFEST - O Festival Forte vai para a 3ª edição (25-27 agosto, Castelo de Montemor-o-Velho). O que podemos esperar e ter como principais desenvolvimentos do evento?

Irina Grade: O Festival Forte assume-se como uma experiência sonora e visual, único na capacidade de aglomeração de referências da música electrónica contemporânea e na representação visual de um ambiente exclusivo. Após duas edições, o Festival Forte é uma referência, apresentando as novas tendências da música, estabelecendo sinergias importantes com o público e com o próprio espaço físico do festival. Apoiando-se na criteriosa seleção musical e no dinamismo visual que é preparado para cada espetáculo, o conceito do festival é um reflexo destas convergências, criando um espaço onde se gera uma dinâmica experimental entre som e imagem, num raro e abundante diálogo criativo, que atualmente define as tendências de comunicação, potenciando a capacidade humana de ver e ouvir. A edição de 2016 aposta na consolidação como uma referência cultural, pela definição de um conceito estético que, através da sua linguagem, renova a dinâmica da sua identidade, pela criação de um sistema digital autónomo, que transforma a linguagem algorítmica num código com capacidade de síntese visual aleatória, apoiado na Arte Generativa.


O movimento eletrónico está a ganhar uma grande dimensão em Portugal, conseguindo atrair público estrangeiro pelo rigor, exclusividade e cuidado nos cartazes destes festivais. Como se diferencia o Festival Forte dos restantes festivais de música eletrónica contemporânea?

O Festival Forte aposta na relação com o espaço arquitectónico do Castelo e da paisagem envolvente, factor diferenciador na construção de narrativas e de relações afectivas com o espaço, culminando num espetáculo audiovisual uno e com um grande potencial mediático.

A captação de novos públicos, nacional e internacional, é uma prioridade do festival, reforçando a relação entre criatividade e desenvolvimento económico da região de Montemor-o-Velho, criando uma rede colaborativa entre sociedade, cultura, tecnologia e economia para apostar num eixo de economia criativa atraindo e retendo talento e capital para o desenvolvimento económico e sustentável da região.

O reconhecimento internacional do mesmo tem sido largamente destacado pela imprensa internacional. Anteriormente já tinham sido avançados os destaques pelos gigantes da música electrónica contemporânea, Pitchfork, The Wire, Trax Magazine, entre muitos outros. O Festival Forte volta a colocar-se no podium da Resident Advisor como um dos melhores 10 Festivais de Agosto, no mundo, entra também no top da Trax magazine e é considerado pela 6AM como um dos mais belos locais para a realização de um Festival, aqui com grande destaque ao Castelo de Montemor-o-Velho. A um mês do início do Festival, o reconhecimento internacional verifica-se agora nas vendas, o público internacional representa 77% das pré-vendas online, contando com a pre