Festivais usam cada vez mais o nome/marca das cidades

10/05/2017

A proporção de festivais portugueses que usam o nome/marca das cidades ou localidades onde ocorrem na sua designação oficial ou comercial é cada vez maior.

 

O exemplo mais recente prende-se com o anúncio da 4ª edição do festival Reverence Valada, localizado no Cartaxo e que alterou novamente a sua denominação passando a ter a designação "Reverence Santarém" num ponto que ganha maior relevo por ter a sua ocorrência a apenas três semanas das edições autárquicas. Tem uma nova localização (próxima da anterior), mas dá benefícios a quem mora no município e dá entradas gratuitas aos residentes próximos do novo local, o Parque da Ribeira.

 

Mas outros casos existem de festivais que, em 2017, adaptaram a sua comunicação através de uma reformulação do seu nome ou inserção de naming das localidades, existindo casos em que uma mesma cidade tem designação em Português e Inglês, como a capital (Lisboa ou Lisbon).

 

Dos 162 festivais confirmados a ocorrer em Portugal, no ano de 2017, 80 têm naming local associado, como o Lisboa Dance Festival, o Musa Cascais ou o Les Plages Electroniques Lisboa. Ou seja, quase 50%, representando esta uma percentagem em crescendo quando comparada com os anos anteriores.

 Créditos: Laura Alamo (Vilar de Mouros'2017)

 

Se nalguns casos esta decisão é integrada e vista como win-win entre o promotor do festival  e o município ou localidade onde este se desenrola, outras vezes existe um aproveitamento do nome do município ou localidade e da sua performance turística per si, existindo casos de apropriação do nome de um município como marca de forma unilateral. O INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial tem omissões nestas análises, não possibilitando registos de marcas que contenham símbolos do estado e emblemas de entidades públicas assim como sinais com elevado valor simbólico, podendo considerar outros registos com falta de capacidade distintiva.

 

Uma tendência que vai ao encontro do que aconteceu nos últimos 2-3 anos, em que os municípios foram os novos propulsores de festivais, estando a criar uma camada intermédia de qualidade, realizando produções próprias ou com players especializados do mercado e que trouxeram um incremento de qualidade e competitividade a esta área da mesma forma que também apoiaram atividades independentes nos seus domínios. Portugal é um pólo turístico cada vez mais atrativo e todos o querem aproveitar e diferenciar-se da concorrência, levando a si eventos que se caracterizam como únicos.

 

 

 

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