Surpresas artísticas e verdadeira integração cultural. Entrevista: João Pereira (diretor Braga MusicWeek)

28/09/2017

Acabou o verão, iniciou-se nova estação é tempo de reformular os festivais e a forma destes se unirem com a comunidade e alcançarem e fidelizarem o seu público. É neste mote que se iniciou a 5ª edição do Braga Music Week e falámos com um dos seus responsáveis, João Pereira.

 

 

APORFEST: O Braga Music Week realiza em 2017 a sua 5ª edição. Que novidades podemos esperar?

João Pereira: O festival tem vindo a crescer todos os anos e todos os anos temos a preocupação de surpreender o nosso público. No ano passado dedicamos o tema do festival aos 50 anos do lançamento do álbum "Revolver" dos Beatles e este ano vamos voltar a dedicar o festival ao aniversário de um álbum, desta vez aos 25 anos do álbum “Mutantes S.21” da mítica banda bracarense Mão Morta. Como este é um festival da cidade para a cidade, este é um tema muito especial para nós. Um dos pontos altos desta edição terá lugar no Gnration, um grande parceiro do festival. No dia 4 de outubro, com o tema Braga a Tocar Mão Morta, 16 jovens talentos bracarenses subirão ao palco num concerto de homenagem à banda, onde tocarão as suas versões das músicas emblemáticas desse álbum de 1992.

 

Como foi o processo evolutivo do festival?

A Braga Music Week surge em 2013 com um mote bem definido: implementar um festival urbano no início do Outono para levantar o ânimo depois da época dos festivais de Verão. Assim, esta semana de 9 dias pretende dinamizar a cidade de forma abrangente e diferenciadora, oferecendo espectáculos exclusivos em locais não convencionais, apresentação de novos talentos, colaborações artísticas, debates, mercados, desporto, cinema e muito mais, tudo sob o chapéu da música. Tudo isto enquanto se mobiliza diversos agentes culturais da cidade e da região, se envolve a comunidade jovem bracarense e se cria, no geral, um ambiente único e distinto de todos os outros festivais, quer para os artistas, quer para o público.

Em suma, pretende-se uma abordagem distinta da música ao vivo, uma aproximação de público, artistas e agentes, e uma exploração livre da cidade e do seu potencial artístico. Ao longo das várias edições temos conseguido manter a qualidade da programação, temos conquistado novos parceiros e novos públicos, e temos reforçado a posição da Braga MusicWeek no circuito dos festivais.

 

A relação com o município foi importante para conseguir proporcionar momento de cultura livre à população?

Claro que sim. O apoio que a Câmara Municipal de Braga é fundamental para a realização deste evento. Sem esse apoio seria bastante mais complicado realizarmos a Braga MusicWeek. Temos de agradecer à Srª. Vereadora da Cultura, Drª. Lídia Dias, e ao Sr. Presidente, Dr. Ricardo Rio por terem reconhecido o potencial da nossa proposta e a importância de apoiar agentes culturais locais que querem dar o seu contributo à cidade.

 

 De que forma poderá ser o futuro próximo do festival no panorama nacional. Como se irão distinguir dos demais festivais?

A Braga MusicWeek distingue-se, sobretudo, pela forma como as actividades são feitas. Temos, por exemplo, o dia do Naamobile, que é o nosso sistema de som móvel, inserido numa estrutura construída por um dos organizadores do festival, com recurso a carrinhos de compras. O Naamobile possibilita-nos a realização de concertos itinerantes, com as bandas a tocar junto do público em lugares icónicos da cidade. O público segue o mesmo pelas ruas do centro histórico. 

 

Há também o habitual campeonato de futebol onde juntamos vários parceiros com ligação à música - editoras, promotores, programadores e rádio – daqui podem sair novos projectos e as bandas têm contacto directo com profissionais da indústria músical. Destacamos ainda a Bracaralhada, onde o comércio local abre as portas a um roteiro cultural flash de uma noite, com concertos em vários locais do centro histórico da cidade.

 

Como são trabalhadas as parcerias de programação e atividades nos vários espaços do Braga MusicWeek?

Na maior parte das vezes somos nós que convidamos os agentes culturais e os programadores dos espaços a participar. Apresentamos as nossas ideias e o que gostaríamos de fazer. Também acontece pegarmos em eventos que decorrem durante o ano e convidarmos a fazerem uma edição especial para a Braga Music Week - como é o caso do gnration musicmarket e Ócio.

 

De que forma a Aporfest poderá ser um apoio ao mesmo?

O apoio que a Aporfest dá a organizadores de festivais é sem dúvida uma mais valia. É importante ter alguém que olhe para este tipo de eventos e os ajude a chegar ao seu público alvo. Só me resta agradecer.

 

 

 

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