O Inverno de festivais põe o Jazz em primazia. Entrevista: Carlos Ribeiro Mota (programador Caldas Nice Jazz)

18/10/2017

Acabou o verão quando sentimos na programação, muitos festivais de jazz espalhados por vários municípios, de norte a sul do país. De 18 de outubro a 5 de novembro os dias na cidade das Caldas da Rainha são preenchidos por muito jazz, proporcionado pelo Caldas Nice Jazz, que acontece maioritariamente no Centro Cultural e de Congressos (já por si com uma programação cultural anual coerente numa filosofia de oferta de qualidade ao público) mas que vai também ao encontro de espectadores noutros lugares da cidade assim como um naipe de atividades em Óbidos e na Foz do Arelho. Um festival que se emerge por três áreas essenciais: concertos internacionais; jazz na cidade e workshops e que evolui a cada edição. Falámos com o seu responsável e programador, Carlos Ribeiro Mota.

 

 

APORFEST: Vem aí a 6ª edição do festival Caldas Nice Jazz?

Carlos Ribeiro Mota: No plano musical, e uma vez mais, vamos dar a descobrir sonoridades e músicos que nos irão proporcionar noites fantásticas deste género musical. No plano organizativo proporcionar à cidade e seu concelho o aumento da auto-estima, dando-lhes a importância de aqui se organizar um evento com reconhecimento nacional e internacional. Potenciamos e damos valor cultural à cidade.

 

Qual a evolução sentida desde 2014?

A criação de públicos informados e aferição da capacidade organizativa do Centro Cultural e de Congressos.

 

Como é feita a construção e programação do festival?

A programação é planeada a partir de pressupostos facilitadores que fidelizem públicos, proporcionando níveis diferentes de audições e de tendências. Mas além deste pressuposto temos factores de avaliação de artistas e suas sonoridades que contribuem para o reconhecimento desta área musical

 

 Devido à existência de um cada vez maior número de festivais torna-se importante "sair do ruído". De que forma se diferencia o vosso conceito dos demais festivais nomeadamente de outros festivais de Jazz do panorama português?

Não sei se a diferenciação pode ser anunciada pela forma como organizamos o festival que tem por base, prestar contas à comunidade, ou seja, são realizados relatórios e entregues à autarquia local e a todos os apoiantes que festival possui, assim como imprensa local, esse ponto distingue-nos.

 

Como é feita e conseguida a captação do público não só para o festival mas também para todo o conjunto de atividades culturais que realizam ao longo de um ano?

A actividade regular do CCC exige a realização permanente de conteúdos informativos que estão à disposição de subscritores e do publico em geral com dois sites, 1 newsletter quinzenal, actividade sistemática facebook, colocação de informação Mupis na cidade e colagem na região, divulgação em rádios e jornais, estruturas outdoors e circuito de TV interno, revista trimestral e exclusiva do festival.

 

De que forma a Aporfest poderá ser uma mais valia para o futuro do festival?

Incorporar parcerias aos diversos níveis e realizar a promoção dos festivais nacionais numa estratégia de valorização internacional e efectuar possíveis cativações de financiamento nacionais e europeias assim como realizar promoção junto dos media nacionais.

 

 

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