O Orbits não é apenas mais um (novo) festival eletrónico. Entrevista: Nuno Branco (Resp. comunicação)

 

Um dos novos festivais portugueses a ocorrer em 2018 é o Orbits, que tentará abrir e explorar as várias sonoridades da eletrónica de uma forma construtiva e diferenciada com o seu público, valorizando a música com uma vertente auditiva e visual equiparada. Estão já confirmados mais de 25 atuações (e.g. Amulador, A Sacred Geometry) e muito há ainda por anunciar num festival que se quer de destaque internacional. Em junho serão quatro dias de festival Orbits, em Oliveira do Hospital, ao dispor de todos e falámos por isso com o seu responsável de comunicação, Nuno Branco.

 

 

APORFEST: Num ano de boas novidades festivaleiras, vem aí a 1ª edição do Orbits. Qual a sua ideologia?

Nuno Branco: Mais do que um festival, Orbits pretende ser um ponto de encontro. Encontro entre aqueles que como nós seguem atentamente a evolução da música electrónica, as suas derivas e ramificações, centrando-nos no techno e suas vertentes mas também dando espaço a sonoridade experimentais. Mas queremos ir mais além, expondo outras áreas artísticas como instalações, performances ou cenografia, numa experiência integrada entre público, comunidade local e natureza.

 

Porquê a escolha do mesmo ocorrer em Oliveira do Hospital?

O parque de campismo de S. Gião mostrou-se desde inicio o local apropriado para desenvolver o conceito que nos propúnhamos levar a cabo. Situado num parque nacional, afastado das grandes cidades, com o rio Alva a correr junto a nós e com infraestruturas mínimas de base, julgamos ter as condições ideais para criar uma envolvência única, com a música e natureza como pano de fundo de uma experiência sensorial a vários níveis. A situação geográfica, no centro do país, entre Lisboa e Porto, foi outro dos motivos do recair da escolha.

 

Qual o vosso processo na angariação de público para o evento? Qual a estratégia que procuram seguir?

A ideia é colocar o Orbits com um pé fora do circuito dos festivais do género, apresentando-se mais como uma experiência global e alternativa à oferta existente, centrando-se no espirito de comunhão e consciência ambiental.  Focamo-nos num publico internacional que partilha estes valores e se identifica com o universo artístico que lhe é proposto, e procuramos atingi-lo utilizando plataformas media da especialidade e canais online específicos.

 

Como serão os planos para futuras edições? Qual a evolução que o festival pode tomar?

Apesar de se tratar de um projecto pensado a vários anos, a direcção a tomar terá que ter em conta o feedback de artistas, público, colaboradores, parceiros e comunidade local. Desta forma, com a contribuição crítica e construtiva de todos, podemos traçar melhor os planos futuros.

 

Como vêm o atual panorama dos festivais de música em Portugal em termos de profissionalismo por parte dos promotores?

Sem querer cair em clichés “do que é nacional é bom” e nem querer generalizar, o que me é dado a ver nestes últimos anos é que se trabalha muito bem por cá. Digo-o em comparação com promotores internacionais que actuam na mesma área. Faz-se bastante em nosso país com tão pouco.

 

De que forma a Aporfest pode ser um contributo para o vosso posicionamento?

Sem dúvida que os serviços praticados no apoio à divulgação e nos contactos para encontrar apoios e estabelecer parcerias de valor acrescentado para o festival são úteis para nós.

 

 

 

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