Cervejeiras de Espanha começam a entrar nos festivais portugueses

19/07/2018

É difícil dissociar festivais, nomeadamente os que decorrem no verão, sem a imagem de um copo de cerveja a acompanhar. O nosso panorama indica um elevado consumo desta bebida nos recintos e no início da profissionalização dos festivais, em meados da década de 90, foram as cervejeiras as grandes impulsionadoras do desenvolvimento de uma área através do seu apoio e naming dado (e.g. Imperial ao Vivo, Super Bock Surf Fest, Heineken Paredes de Coura) que permitiu termos cartazes com artistas internacionais e um acesso a baixos preços nos seus bilhetes/passes. O melhor exemplo de naming sponsor é o que ainda subsiste, o do Super Bock Super Rock, ao qual o público numa forma abreviada nunca diz o nome do festival mas sim o nome da marca - "vais este ano ao Super Bock?". Hoje o posicionamento destas cervejeiras, no nosso mercado, é forte, com forte presença visual (e.g. stands ou áreas vips diferenciadas, namings de palcos) e fazem com que independentemente do festival seja sempre a cerveja a bebida-rainha de qualquer evento. Se nos festivais de grande dimensão, o objetivo é estas terem rentabilidade do seu patrocínio, em termos financeiros e de notoriedade perante o público nos restantes festivais é terem operações bem-sucedidas e alcançar quota de mercado, sendo um domínio claro entre Unicer e Central de Cervejas que deixam pouco espaço a outros players.

 

Com o aumento anual do número de festivais de música a ocorrer em Portugal existem mais oportunidades comerciais e através da democratização das cervejas artesanais já existiram exemplos da sua presença em festivais como o caso da Cerveja Musa no MIL (2017, 1018) ou no IndieotaFESTAval (2016), da mesma forma verificamos a presença de cervejeiras fortes de Espanha  focalizadas nas oportunidades do nosso país nesta área, tendo verificado a Estrella Galícia no Laurus Nobilis Music Fest e a Mahou no AgitÁgueda, eventos já com vários milhares de pessoas frequentadoras a cada dia e que poderão dar origem a uma nova competição no nosso mercado, nomeadamente por festivais de média dimensão que vai originar vantagens na negociação para com os promotores dos festivais uma vez que estas conhecem esta área de atuação, são internacionais, estão ligadas a festivais de música e darão melhores condições para se estabelecerem no mercado português de forma direta ou através de distribuidores nacionais.

 

 Créditos: Ana Maria (Musa Cascais'2018)

 

 

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