Não é apenas mais um festival de música eletrónica, é o RPMM Global. Entrevista: Mário Matos (direto

Ocorre este fim-de-semana, entre os dias 28 e 29 de julho, a 1ª edição do Rpmm Global, um festival com cunho internacional e representação nacional diversificado por vários palcos que fará com que o seu conceito marque certamente a agenda dos festivais em Portugal. Falámos com um dos organizadores, Mário Matos.

APORFEST: O que é o RPMM Global?

Mário Matos: O grande objectivo do RPMM é promover um encontro anual de pessoas apaixonadas por música electrónica que se juntam para ver e ouvir artistas conhecidos e descobrir novos talentos em vários locais icónicos do Porto, uma cidade com uma história e beleza únicas. Por isso, a ideia é criar uma plataforma onde artistas de todo o mundo, já reconhecidos ou ainda em ascensão se possam encontrar e que, juntos, promovam muitas horas de dança de qualidade. Mas essa plataforma não estará activa durante apenas estes três dias! Queremos que o festival seja um local de diversão para o público e uma oportunidade de ouvir boa música mas o nosso projecto é continuado. RPMM significa Representing People Music Movement e temos a ambição de actuar a nível europeu, com festas organizadas em vários países, abrindo a tal plataforma de partilha a novos artistas e novos públicos.


Porquê a aposta no mercado português e mais concretamente na cidade do Porto?

Um dos pontos centrais para o RPMM é acreditar que o Porto tem um enorme potencial para se tornar o principal destino português para todos os fãs de música electrónica, de forma a ganhar um lugar de destaque no mapa global da música de dança. Para isso estamos a trabalhar com vários artistas e espaços locais que fazem parte da cultura de dança da cidade. Para além disso, a cidade do Porto é magnífica e o local perfeito para um festival urbano: com um centro histórico património da UNESCO, com uma vida e energia muito intensas e, no entanto, é muitas vezes colocada em segundo plano como centro urbano. Quisemos chamar todas as atenções para o Porto e também aproveitar a relação com o Rio Douro, e os espaços da Alfândega e do Cais Novo são perfeitos para isso.

Como se diferenciam dos demais festivais de música eletrónica no país?

O que torna o RPMM único é o facto de ser um festival urbano com uma combinação única de talentos locais e artistas internacionais, abrindo um espaço para que o Porto possa mostrar o que tem para oferecer à audiência global da música electrónica. Também estamos mais focados numa cultura de união e não tanto na tentativa de apontar o que nos torna diferentes dos outros festivais da mesma categoria porque o objectivo final do RPMM é ajudar a divulgar o imenso talento que Portugal tem para oferecer. Apostámos na diversidade e oferecemos um palco para que artistas com diferentes backgrounds possam mostrar a sua música. Para isso contamos com vários parceiros como a Antena3, Yo Are We, keep on Dancing, Ibiza Voice, Half Baked, Meoko e Musik@ll que serão curadores de espaços como o Cais Novo, o Indústria e o Gare Porto.


De que forma foi idealizada a vossa comunicação ao público?

Queremos que a divulgação também aconteça de forma orgânica, através do “passa a palavra”, à medida que as pessoas se interessem e gostem do conceito do RPMM e do grande festival que estamos a preparar. Para além disso também usamos todas as plataformas