Como reduzir custos na ida a um festival [perspetiva do público]

01/08/2018

Ir a um festival de grande dimensão em Portugal (+ de 10 mil pessoas/dia), custa em média 35€/dia e pelo menos 75€ pelo acesso integral - valores para pacotes base referentes ao público em geral. Se somarmos a isso as despesas inerentes para se concretizar a sua ida - transporte (e.g carro, avião, transfer, autocarro) e/ou gasolina, alojamento, alimentação - estes valores sobem para uma dimensão que faz com que se tenha que tomar decisões para sobrarem algumas moedas nos bolsas. Não contabilizamos mas não nos esquecemos de situações extra que sempre surgem nos festivais - como atividades lúdicas no interior dos recintos (e.g. matraquilhos, roda gigante) ou compra de merchandising (e.g. oficial do festival ou bandas presentes).

 

Elaborámos este artigo, em pleno verão, na fase de maior proliferação de festivais, para ajudar o festivaleiro a economizar e poder divertir-se ainda mais enquanto ouve as bandas favoritas que tanto ansiou.

 

1. Analisar e estudar previamente o festival a que se pretende ir

Antes de comprar qualquer bilhete o ideal é que se verifique o cartaz para procurar o dia que mais nos interessa ir - ao qual mais concertos se quer assistir. Em muitos casos é preferível comprar uma entrada diária que um passe, sobretudo em festivais urbanos e com mais dias de duração. Deverá ser visto: que distância existe desde o possível alojamento ao festival em si mesmo e que transportes terão que ser utilizados para lá chegar (e.g. próprio, táxi, coletivos) e os seus horários; que atividades podem ser complementadas na localidade (e.g turismo, diversão) além dos concertos; que restaurantes, supermercados e lojas existem próximos e um cálculo aproximados desses gastos; ter toda essa informação disponível a todo o momento - no telemóvel e caso se acabe a bateria, na carteira;

 

2. Procurar uma eficaz alimentação

No caso do festival ter um supermercado próximo, alimenta-te aí antes de entrar no recinto. Se ficares no camping oficial opta por alimentos não perecíveis, frutos secos, conservas, frutas sem estarem demasiado maduras, água, uma bolsa térmica e papel de prata  para conservação destes produtos e proteção do calor. Descarta os produtos lácteos, ovos e similiares. Em caso de presença recorrente no campismo, toma uma atitude sustentável evitando desperdícios e a utilização de plásticos;

 

3. Rentabilizar

Partilhar boleia para chegar e partir do festival. Hoje existem muitas plataformas seguras (e.g. BlaBlaCar) e os próprios festivais também optam por disponibilizar esta ferramenta para o seu público mitigar custos e fazer disso uma experiência mais gratificante. Da mesma forma, por exemplo, comprar bilhetes de avião ou comboio com antecedência custa menos (não esperar pela última hora) e os autocarros (e.g. Renex, Rede Expresso) têm descontos nas opções de ida e volta. Caso tenha cartão ACP ou de alguma gasolineira existem dias certos com mais desconto para atestar o depósito na preparação de uma ida a um festival.

 

4. Conseguir alojamento barato é possível

Assim que se adquire o ingresso para o festival, deverá conseguir perceber-se rapidamente com quem se vai e reservar o alojamento para evitar preços caros ou indisponibilidade das melhores opções. Caso não seja possível existe a opção de alugar uma autocaravana, o camping do festival (muitas vezes gratuito), couchsurfing (aqui pode ser uma boa aventura, mas ter sempre atenção a referências) e intercâmbio de casas de férias. Em qualquer das opções fazer um seguro de viagem poderá ser benéfico para evitar surpresas e estar protegido quando mais necessitar.

 

5. Participar nos passatempos

Por cá ainda não é comum, mas lá fora (e.g Espanha, Reino Unido, EUA) é cada vez mais recorrente as marcas associadas a festivais pagarem a influenciadores e a público em geral para participarem em festivais - desde que estes garantam boa aparência, diversão, espírito positivo e de comunhão. Até esse caminho ocorrer em Portugal restam-nos os maiores festivais que são os que têm mais passatempos e mais probabilidades de ganhar bilhetes para os mesmos. Estar atento às redes sociais e marcas parceira do festival a que se pretende ir no mês que antecede o mesmo é fulcral para ser o mais rápido e/ou criativo a responder e aumentar as probabilidade de sucesso de se ir a um festival sem pagar.

 

 

 

 

6. Fazer-se voluntário

Alguns festivais dão a possibilidade se inscrever como voluntário e ajudar em diferentes tarefas (e.g. informações público, welcome center, apoio backstage) - deverá o candidato escolher aqueles festivais que têm uma finalidade associativa e não comercial (e.g. Bons Sons, Musa Cascais). As regras para esta modalidade de prestação de serviço são específicas, existindo empresas especializadas para te ajudar (e.g. Marginal Voluntariado) a potenciar esta experiência e te proteger. Esta ação deverá ser vista por ti e pelo promotor como uma evolução - se numa edição do festival és voluntário, na edição seguinte poderás sê-lo novamente mas com um cargo de maior responsabilidade e depois dar a vez a outros festivaleiros.

 

7. Recomendações

E porque o dinheiro não é tudo, a nossa experiência em festivais é tanto mais positiva quanto menos problemas associados a estes tivermos. A nível de saúde são frequentes as gastrites (ver proveniência do que se come e bebe), insolações (muita exposição ao calor). Deverás ter cuidado para uma hidratação recorrente (e aqui apenas a água resulta e é sinónimo de sucesso), utilizar óculos de sol e protetor solar, proteger os tímpanos perante alterações sonoras e roupa para diferentes tipos de temperatura - nomeadamente se passarmos do período da tarde para a noite na permanência num festival. Já quanto à integridade física é importante sabermos o plano de emergência aplicado no festival e para onde nos devemos dirigir em caso de emergência ou em horas de maior fluxo de público. Em caso de presença no festival em grupo é importante ter sempre definido uma hora e ponto de encontro (as baterias de telemóvel e rede vão falhar nos piores momentos), não levar objetos de valor, ter sempre consigo identificação e ter todos os sentidos alerta.

 

 Crédito: Adriano Falcucci (Boom Festival)

 

 

 

 
 
 
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