5 tendências dos Festivais de Música em 2019

30/05/2019

Cada vez mais massificada, a indústria dos festivais de música necessita de estar em constante processo de inovação e mudança. O que antes era utilizado muitas vezes atualmente não é suficiente. Com a inúmera concorrência a nível nacional e internacional é de extrema importância conseguir diferenciar o seu produto e saber comunicá-lo. Comunicar que se é pioneiro é fundamental, tanto em grandes festivais internacionais como em Portugal e por isso importa incorporar de forma célere as mais variadas tendências em diferentes áreas, seja a nível de experiência ao consumidor como de facilitação de produção e organização destes eventos.

 Créditos: João Pinto (NOS Alive 2015)

 

Quais são as tendências observadas?

 

1. Experiência VR/AR

A tecnologia de Realidade Aumentada, ou Realidade Virtual é uma tecnologia recente, que consiste na integração de elementos ou informações virtuais a visualizações no mundo real. Tem sido adaptada e reajustada a partir do mundo do gaming, através de jogos como o Pókemon Go!, que se tornaram virais. Esta nova tecnologia tem sido aproveitada noutros meios, nomeadamente festivais de música. O Coachella proporcionou aos seus frequentadores uma experiência de palco completamente imersiva com esta nova tecnologia de realidade aumentada, através dos smartphones. Os festivaleiros foram encorajados a utilizar os seus smartphones durante as atuações, de modo a interagir com os filtros reativos ao áudio, com o tema do espaço.

 Créditos: Goldenvoice

 

Em Portugal, este ano a tecnologia de realidade aumentada foi aplicada no Festival Imaginarius. O tema foi a “memória”, com uma vertente circense. Realizado assim através da performance artística "Hold On", da companhia francesa Fheel Concepts, no Cine-teatro António Lamoso, onde uns óculos de realidade virtual transportaram o público para o mundo do circo contemporâneo e das acrobacias aéreas. Será aplicado algo semelhante no Festival Rodellus.

 

Créditos: Imaginarius (2019)

 

2. Glamping

Pode-se dizer que o Glamping é o campismo 2.0, para quem não aprecia montar uma tenda na lama e dormir num saco-cama sem se conseguir mexer. É a vertente mais glamorosa do campismo, que se assemelha a um hotel ao ar livre. Já esteve muito na moda quando surgiu o seu conceito (nos inícios desta década), já teve o seu decréscimo e está a voltar a ser utilizado. Existem várias empresas que o fazem em parceria com as promotoras dos festicais. O festival de Glastonbury tem vindo a adotar este conceito nas suas últimas edições com os teepees, uma espécie de tenda de origem índia, mas mais cómoda. Por Portugal, festivais como o Vodafone Paredes de Coura ou o Musa Cascais também apresentam esta possibilidade. Os preços são mais elevados que os praticados com o típico campismo, mas para muitos a experiência diferenciadora acaba por compensar.

 

Créditos: Vodafone Paredes de Coura

 

3. Sustentabilidade

A noção de que o lixo produzido neste tipo de eventos é prejudicial ao ambiente não é novidade. Com o passar dos anos o “ser amigo” do ambiente apresenta uma importância cada vez maior. Esta noção começou a ser adotada com o copo reutilizável, algo já utilizado na maior parte dos festivais. Mas não se trata só disso, novas soluções tais como copos, pratos e talheres biodegradáveis ou palhinhas com materiais alternativos ao plástico estão a ser explorados. Em Portugal, o Boom Festival e o Festival Med são dos festivais que mais contribuem para a sustentabilidade, sendo este último vencedor ibérico da categoria “Contribuition to Sustainability” dos Iberian Festival Awards de 2019. Estes festivais utilizam, para além de todo o processo em termos de materiais de restauração, novas formas de ajudar o meio ambiente, como a introdução da bio-construção ou a introdução de uma plano de eficiência energética e aproveitamento da água.

Créditos: Boom Festival (2018)

 

4. Cashless

A tecnologia cashless, associada a pagamentos sem dinheiro ou cartões, também já não é novidade. Começou a dar os seus primeiros passos nos festivais em 2015 mas cada vez mais há um incentivo à sua integração total nos festivais, onde todos os parceiros, seja restauração, merchandising ou outros se encontram “ligados” a esta tecnologia, de forma a evitar constrangimentos a nível de pagamentos mal realizados, informação difusa ou provocação de filas por pagamentos recusados. Por cá o Bons Sons, SWR Barroselas Metal Fest, Monte Verde Festival e Lisb-On são exemplos da aplicação com maior funcionalidade ao consumidor.

 

 

5. Bilhética direta

A compra de bilhetes para os festivais nem sempre é um processo fácil e de absoluta confiança para o seu público - muitas bilhéticas, informação dispersa e dificuldade na entrada do recinto. Muitos festivais, nomeadamente os de maior dimensão, estão a apostar em plataformas de bilhética próprias ou centralizarem em si essa compra, em vez de utilizarem plataformas parceiras, de forma a aumentar a venda por impulso e a obtenção de informação e perfil dos seus consumidores. O Amsterdam Dance Event e o Dour Festival são exemplos internacionais onde tudo é monetizado (e.g. alojamento, alimentação, transporte) conseguindo aumentar as suas receitas e por cá eventos como o Boom Festival e o Rfm Somnii já utilizam essas ferramentas.

 

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