5 tendências dos Festivais de Música em 2019

Cada vez mais massificada, a indústria dos festivais de música necessita de estar em constante processo de inovação e mudança. O que antes era utilizado muitas vezes atualmente não é suficiente. Com a inúmera concorrência a nível nacional e internacional é de extrema importância conseguir diferenciar o seu produto e saber comunicá-lo. Comunicar que se é pioneiro é fundamental, tanto em grandes festivais internacionais como em Portugal e por isso importa incorporar de forma célere as mais variadas tendências em diferentes áreas, seja a nível de experiência ao consumidor como de facilitação de produção e organização destes eventos.

Créditos: João Pinto (NOS Alive 2015)


Quais são as tendências observadas?


1. Experiência VR/AR

A tecnologia de Realidade Aumentada, ou Realidade Virtual é uma tecnologia recente, que consiste na integração de elementos ou informações virtuais a visualizações no mundo real. Tem sido adaptada e reajustada a partir do mundo do gaming, através de jogos como o Pókemon Go!, que se tornaram virais. Esta nova tecnologia tem sido aproveitada noutros meios, nomeadamente festivais de música. O Coachella proporcionou aos seus frequentadores uma experiência de palco completamente imersiva com esta nova tecnologia de realidade aumentada, através dos smartphones. Os festivaleiros foram encorajados a utilizar os seus smartphones durante as atuações, de modo a interagir com os filtros reativos ao áudio, com o tema do espaço.

Créditos: Goldenvoice

Em Portugal, este ano a tecnologia de realidade aumentada foi aplicada no Festival Imaginarius. O tema foi a “memória”, com uma vertente circense. Realizado assim através da performance artística "Hold On", da companhia francesa Fheel Concepts, no Cine-teatro António Lamoso, onde uns óculos de realidade virtual transportaram o público para o mundo do circo contemporâneo e das acrobacias aéreas. Será aplicado algo semelhante no Festival Rodellus.


Créditos: Imaginarius (2019)

2. Glamping

Pode-se dizer que o Glamping é o campismo 2.0, para quem não aprecia montar uma tenda na lama e dormir num saco-cama sem se conseguir mexer. É a vertente mais glamorosa do campismo, que se assemelha a um hotel ao ar livre. Já esteve muito na moda quando surgiu o seu conceito (nos inícios desta década), já teve o seu decréscimo e está a voltar a ser utilizado. Existem várias empresas que o fazem em parceria com as promotoras dos festicais. O festival de Glastonbury tem vindo a adotar este conceito nas suas últimas edições com os teepees, uma espécie de tenda de origem índia, mas mais cómoda. Por Portugal, festivais como o Vodafone Paredes de Coura ou o Musa Cascais também apresentam esta possibilidade. Os preços são mais elevados que os praticados com o típico campismo, mas para muitos a experiência diferenciadora acaba por compensar.


Créditos: Vodafone Paredes de Coura

3. Sustentabilidade

A noção de que o lixo produzido neste tipo de eventos é prejudicial ao ambiente não é novidade. Com o passar dos anos o “ser amigo” do ambiente apresenta uma importância cada vez maior. Esta noção começou a ser adotada com o