O Elétrico está aí para a sua 2ª edição. Entrevista: Ruben Domingues (diretor festival)

02/07/2019

Se há estilo musical que mais tem crescido nos últimos anos é o Techno - mais seguidores, uma transversalização de público, clara re-orientação de comunicação e novos festivais direcionados para esta musicalidade que fazem com que seja atual este estilo, recebendo estes festivais um publico urbano, diferenciado e internacional. Esta vertente fez com que o Elétrico Festival (de slogan "Porto Music Experience") se conseguisse estabelecer e ser aceite na sua envolvente.  A 2ª edição do Elétrico volta a um dos míticos espaços ao ar livre da cidade do Porto (Parque da Pasteleira) entre os dias 26 e 28 de julho e com um cartaz repleto de artistas internacionais. Falámos com Ruben Domingues, um dos seus responsáveis.

 

 

APORFEST: Vem aí a 2ª edição do Elétrico. O que podemos esperar para 2019?
Ruben Domingues: Este ano, é mais fácil falar do Elétrico pois temos a edição de 2018 para mostrar o que foi e o que é o Elétrico. No ano passado conseguimos um momento mágico e mostáamos que este Elétrico tem como objectivo ser um condutor da energia que corre através da música, da arte, da tecnologia e clareza associada à energia do mindfulness. Este ano, apesar de mantermos a génese, queremos aumentar ainda mais esta magia: três dias de música, arte, conferências e energia, para celebrar as horas de sol, em contacto com a natureza e sem esquecer o espaço infantil, fazendo do Elétrico uma experiência para toda a família. Para quem lá esteve no ano passado, esperem mais. Para quem vai pela primeira vez este ano, deixem-se surpreender!

Que pontos de programação e curiosidades destaca?

A experiência musical começa nos anos 80, com o live act dos icónicos Inner City, autores do hit “Good Life”, de 1987. Com eles, do berço do movimento, vem o fraturante Theo Parrish, o imprevisível Moodymann, o clássico Kerri Chandler, e o visionário Levon Vincent, que desde os anos 90 têm forjado o house e o techno dos Estados Unidos da América. A viagem eletrónica passa pela Europa. Do Reino Unido vem o experimentalista Matthew Herbert. Prossegue no house francês, com as atuações de Apollonia e D’julz, dois dos projetos mais influentes da cena parisiense. Passamos pelo techno alemão, com uma das figuras principais do Berghain/PanoramaBar, Marcel Dettmann, e a eletrónica instrospetiva de Maayan Nidam. Chegamos à Islândia, com Janus Rasmussen (aka Kiasmos). E descemos até Bucareste, com Petre Inspirescu e o seu hipnotismo minimal. Sem esquecer Portugal, destacando o Rui Vargas, enquanto “guru” da música de dança em Portugal. Na energia do mindfulness, logo pela manhã, Yoga Tibetano, meditação sonora, concerto meditativo e Sacred Dance. Temos mais curiosidades, mas estaria a fazer "spoiler". Ficam para descoberta no festival de cada um.

Como vê o crescimento do número de festivais techno na península ibérica e mais concretamente em Portugal?

De forma muito positiva, apesar de não vermos o Elétrico especificamente como um festival de Techno mas como uma experiência que vai além da música. Mas acreditamos que este crescimento naturalmente ajudará a a criar mais público e a diferenciar o Elétrico.


Como se diferenciam dos vossos principais concorrentes (festivais para o mesmo nicho de público)?

Sem descurar a música como ponto de partida, no Elétrico outras artes e energias sobem ao palco. Para além disto, com o percurso iniciado na primeira edição, conseguimos eliminar alguns estigmas associados à música electrónica e mostramos que a associação às horas de sol num espaço verde lindíssimo, torna Elétrico numa experiência para um público alargado onde se incluem crianças. Como ponto extra, o facto do Elétrico estar localizado no coração do Porto, cidade que desperta cada vais mais carinho e curiosidade no público nacional e internacional.

 

Qual a vossa estratégia de captação de público nacional e internacional?

Para além dos canais tradicionais de comunicação, a melhor estratégia passa por criar uma experiência inesquecível em cada edição e fazer com que todo o nosso público seja embaixador do projeto.


Onde pretendem posicionar-se daqui a 2-3 anos? Como o festival do Porto?

Pretendemos assumir o protagonismo do "Festival made in Porto". O festival da cidade. Nascido na cidade. Com gente da cidade. E que pretende trazer o mundo ao Porto e levar o Porto ao mundo.

De que forma a APORFEST e os seus eventos como o Talkfest e Iberian Festival Awards são uma mais valia para o vosso crescimento?

Conjugar divulgação e diferenciação é de importância máxima para todos os festivais. Basta continuarem o excelente trabalho que têm feito até aqui e acreditamos que irão, mais do que ajudar a divulgar, ajudar a colocar o Elétrico num patamar diferenciado a partir daqui.

 

 

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