A APORFEST tem, na sua génese, o apoio e divulgação de festivais que tenham a música como epicentro da sua oferta cultural. Contudo, a mudança e o acompanhamento da evolução do panorama artístico nacional fazem também parte do ADN desta Associação. Neste sentido, não é despropositado que tenhamos testemunhado mais uma edição do The Famous Fest, o Festival de Humor de Lisboa.

O evento tomou conta das noites de 27, 28 e 29 de Setembro e levou centenas de pessoas ao centro de Lisboa, mais precisamente, ao Teatro Capitólio. Uma palavra de apreço pela ressurreição desta sala emblemática da capital que ameaça tornar-se - novamente - num espaço multicultural obrigatório!

Quem não estivesse para brincadeiras, não era, certamente, público para este festival e duvidamos até que tivesse havido alguém que não tenha esboçado sequer um sorriso em qualquer uma das sessões que compuseram o cartaz. Afinal, a nobreza do humor português vestiu-se a rigor com os seus melhores textos e improvisos e mostrou porque é que o riso em Portugal é rei apesar do festival ter vários apontamentos musicais.

E se é de um festival que falamos, falemos "festivalês": os cabeça-de cartaz não desiludiram e os novos talentos, que puderam mostrar o que valiam em pitches de 20 minutos no terraço do Capitólio, provaram que a arte está bem entregue. Em termos logísticos, nada a apontar á organização, que adaptou o staff e as baias de segurança aos intervalos e na confusão de entradas e saídas.

Venha a edição de 2019 porque, se rir é melhor remédio, o humor em Portugal (e no Brasil) está de muito boa saúde!

Créditos: Texto - Tatiana Mota |  Fotografia - Marta Azevedo

Lisb-On

O Jardim Sonoro e os filhos! Cresci, curti, vi coisas, assisti a concertos e fui muito festivaleira... Até ser mãe! Eu e muitos outros, festivaleiros assumidos, nascidos nas décadas de 70 ou 80 e que, agora, têm que ficar em casa a mudar fraldas e a ver a desenhos animados até já não aguentar mais a voz da dobragem! Mas já não é assim. .. Há todo um mundo em mudança que abraça e acolhe os nossos rebentos com sorriso no rosto! Lisb-on foi e será sempre na vida da minha filha o seu primeiro festival, eventualmente não se irá lembrar mas ficam as fotos e a esperança que os genes festivaleiros tenham sido já activados. O Lisb-on é um festival bem organizado e nota-se a atenção ao pormenor e na vontade de dar tudo o que conseguem para o público ficar feliz  e resulta! Há ventoinhas gigantes que refrescam a plateia encalorada, proteções para os ouvidos dos mais pequenos e até babysitting, um recinto amplo e espaçoso, bem cuidado e limpo, com boas opções para comer e beber (e nem sequer tive que quebrar a minha dieta - ainda a recuperar de ser mãe - já que havia ofertas mais saudáveis), sistema fácil e prático de pagamento e uma pulseira que dá acesso a museus, descontos em restaurantes e ofertas de bebidas nos sítios da moda. Ao que parece, dar continuidade ao festival e não o cingir aos dias do evento pode começar a fazer sentido. De ambiente descontraído, leve e familiar o Lisb-on ofereceu um cartaz cuidado e com os melhores "jardineiros" internacionais que foram ao encontro dos apreciadores de música elétronica. Mas é muito mais, é um festival que acolhe com simpatia toda a gente, e até na despedida há o cuidado em dizer a cada pessoa um "até para o ano". Que assim seja! Eu e a minha filha fomos felizes lá e falo por mim...já tenho saudades!

Créditos: Texto e Fotografia - Marta Azevedo

Brunch Electronik Lisboa

Conseguimos estar novamente presentes neste festival, depois de presença em 2017. Um festival com várias sessões dominicais de agosto a setembro, com alguns azares nos primeiros domingos ora por problemas logísticos (rapidamente assumidos e retificados o que é sempre bom para uma boa e sincera conexão com o seu público) ora por um cancelamento devido ao calor excessivo - razões de segurança que o Município de Lisboa não quis arriscar!

 

A nossa visita calhou num domingo e a uma hora em que Lisboa acolhia mais festivais de música eletrónica - pusemos a questão se haveria público para tantos festivais que têm o mesmo público-alvo? A resposta foi positiva e à nossa chegada a fila já depois da revista augurava uma sessão extraordinária. A maior afluência de todos os festivais ficou mesmo para este Brunch (e não tinha entrada livre) tendo mesmo esgotado esta sessão em virtude da presença do dj sul-africano Black Coffee com sonoridade house (afro, deep). Contudo, a música teve outros intérpretes Da Capo, Themba, Enoo Napa e o português Rui Trintaeum. Um festival que mantém o espírito familiar e zona privilegiada e com equipamentos de diversão para crianças.

Verificámos uma ação que congregou diferentes públicos - uma grande percentagem de público internacional que visitava Lisboa à data, tivemos dificuldade em mover-nos desde o bar até à frente de pista e só nos restou dançar e conviver do pôr-do-sol até final. Para quem ainda tinha forças tinha um after pela frente mas é certo que lá voltaremos num domingo até final de setembro!

Créditos: Texto - Ricardo Bramão | Fotografia - Jorge Miranda

Sou Quarteira

Há algo de especial em festivais que são organizados por pessoas que o fazem com o coração e neles depositam a sua alma. Há sempre qualquer coisa no ar de especial. Sente-se a dedicação, o empenho, as horas sem dormir, o esforço e no final vive-se o resultado. De sorriso em sorriso vê-se a satisfação quando tudo corre bem. O Sou Quarteira é um desses casos - um conceito a emergir e que vai fortificar raízes não só para as gentes da cidade mas também como exemplo no nosso panorama.

Foi uma edição teste que terá continuidade e apoio futuro, segundo o Município de Loulé. Uma edição com o teaser do documentário (a sair até final do ano na versão completa) que mostra a força da cidade - quem se internacionalizou, quem ficou, quem se diferenciou e quem deixa legado - por entre concertos e live art. A escolha e aposta do alinhamento por parte da organização foi em sonoridades urbanas, de hip-hop, de rap, de muita rima, espontaneidade e dança - atuações a cargo de Sacik Brow (da terra), Carlão (com o convidado Dino d'Santiago, um dos mentores do projeto Sou Quarteira) e Branko para finalizar. Não se pense que o público era apenas jovem, uma vez que a entrada era livre - viram-se famílias unidas e contagiadas pelo espírito emanado da organização e que muito facilitou a localização, no centro da cidade e que permitiu receber os locais, os emigrantes e os turistas.

Gostaríamos que todos os eventos pudessem ser genuínos ao longo da sua história, queremos mais eventos como o Sou Quarteira que tem ainda muita margem de progressão mas que já vale pelo seu conceito e trabalho já cumprido.

Créditos: Texto e Fotografia - Ricardo Bramão / Marta Azevedo

Rock in Rio Lisboa

Há uma excitação no ar sempre que há edição Rock in Rio Lisboa. Já fomos habituados a um conceito que se renova a cada edição, que cresce e se atualiza, que aprende e melhora com um profissionalismo e dedicação irrepreensíveis. Assim é o Rock in Rio e esperemos que assim continue.

Não há outro festival igual em Portugal. Para além de artistas de reconhecimento mundial, são as atividades paralelas que trazem os festivaleiros ao Parque da Bela Vista e hoje este já e talvez um festival mais próximo do que o consumidor português está habituados nos festivais de grande dimensão - muitos palcos, programação simultânea e multidisiciplinar. Acabaram-se alguns mitos, juízos de valor e assim certamente, tal como em 2004, teremos um novo elevar de fasquia desta área em que os principais players terão de seguir e onde o público, parceiros e patrocinadores sairão a ganhar.

Manteve-se estratégia-base de colocar o público dentro do recinto o maior número de horas possível para se potenciar o seu consumo e fortificar o engagement das marcas. Ao contrário da última edição não existiram falhas no alinhamento nem de artistas e ainda se conseguiu agilizar com distância de apenas 3 dias, os horários de todos os palcos (Digital, Gaming, Music Valley e Mundo) para todo um recinto ver um dos jogos de Portugal no Mundial. Nota-se que o recinto está mais preenchido em termos de stands, alimentação, diversão e serviços (e.g transportes públicos, bengaleiro), com marcas de topo e intermédias em termos de projeção económica e com interesse de ter um público proveniente de várias gerações e que esteja confortável utilizando-se as novas tecnologias para, por exemplo, não ter filas de espera nas principais atrações de lazer. Quanto à música, o principal intuito de se conseguir esgotar o festival, fica o registo de um recinto esgotado no dia de Bruno Mars, Anitta e Demi Lovato, uma homenagem ao mais alto nível institucional a Zé Pedro no concerto de Xutos & Pontapés, no dia mais rock do festival e um palco secundário com nova identidade mas que teve muito público, como o caso da festa Revenge of the 90's. Até 2020, certamente!

Créditos: Texto e Fotografia - Marta Azevedo

Festival Med

Casa cheia nas noites de 6ªfeira e sábado, quando por lá atuaram nomes internacionais como os Asian Dub Foundation e nacionais como Sara Tavares. Um festival que já conta com 15 edições para celebrar e que tem uma envolvente cada vez mais internacional sendo este evento um dos principais trunfos para visitas de público não-português ao município onde decorre, Loulé. Uma aposta sustentada da organização do festival na promoção externa especializada (em eventos profissionais e media de World Music) nos últimos anos e no seu reconhecimento interno perante as entidades mais institucionais e que tem dado frutos através de um reconhecimento de prémios, do aumento do nº de público a cada edição e do aumento da sua exposição mediática - este ano foram várias as rádios que transmitiram os seus concertos - Antena 1, Antena 3 e Rua.

Ir a este festival é estar envolvido num "pequeno mundo paralelo" quando estamos no seu recinto, um espaço natural do centro da Cidade que durante algumas horas por dia se transforma e vive para o mesmo - os seus cafés, os seus restaurantes, as suas galerias - e que são potenciadas por uma programação cultural intensa (e.g. concertos - bem coordenados entre palcos que permitem que o público circule numa só direção de modo intuitivo; casa de fado; espaço kids; exposições; debates; animação de rua; gastronomia algarvia) que faz com que as horas passem e não se dê por isso, esteja-se só ou bem acompanhado. O festival é hoje mais sustentável: segue o movimento "Desperdício Zero" que permitiu que fossem produzidas 385 refeições para a comunidade mais necessitada advindas das várias unidades food court do evento, da mesma forma que os copos reutilizáveis são dados (e não cobrados) ao público assim como o acesso a água potável é gratuito e produz-se energia solar para alguns prestadores de serviços.

Créditos: Texto e Fotografia - Ricardo Bramão

AgitÁgueda

Ao visitarmos o festival percebemos o que o leva a diferenciar-se no panorama português, mais do que procurar ser conhecido como o município onde fica a maior concentração e produção chapéus coloridos em Portugal (a sua principal imagem de marca e ponto de buzz nas redes sociais que muito ajuda na afirmação internacional do seu conceito) o evento procurar albergar público internacional e ligar-se à sua população. Os concertos são o ponto forte de cada dia (e.g. Omar Souleyman, Bárbara Bandeira, Mariza, Carlão), normalmente 2-3 por cada noite, entre atuações de bandas e dj's mas ao longo dos dias são várias as atividades e animações proporcionadas ao longo de mais de três semanas que dura o seu evento. Vemos cores, ruas decoradas, estátuas vivas, desfiles, tasquinhas, zona kids, concursos para participação a nível decorativo, desportivo e até animal e verificamos que o pretendido é que o festival misture o tradicional não esquecendo as raízes mas atraia para ouvir, sentir e fazer parte as novas gerações.

Podia ser uma festa, podia durar um fim-semana mas ao durar mais de 20 dias a envolvente com a comunidade local (e.g. restauração, hospedagem, comércio, escolas) é potenciada e assim todos são responsáveis pelo sucesso do conceito que se vê nas ruas cheias à medida que a noite se aproxima e se verifica o avolumar de turistas. Tudo é de acesso livre ou inscrição prévia saindo-se com a ideia que a fomentação de cultura e valorização de património fica bem transmitida a quem por lá passa!

Créditos: Texto e Fotografia - Ricardo Bramão

EA Live

Num mundo cada vez mais imediato, o imediatismo chegou, por fim, aos festivais. O conceito do EA LIVE é simples: uma só noite, uma só hora (ou quase), uma só língua (ou quase): a portuguesa.

O mítico palco do Coliseu - naquela noite em formato 'T' -, recebeu novos nomes da cena musical portuguesa, como o jovem Allen Haloween, mas também consagrados, como os clássicos Mão Morta ou Rui Pregal da Cunha que fechou a noite com um tributo aos seus/nossos Heróis do Mar, acompanhado por uma orquestra clássica.

É, diria-se, até comovente constatar a vitalidade da música portuguesa. Ainda não há muitos anos, havia uma certa vergonha em dizer-se que se ouvia música portuguesa e, inclusivamente, os músicos que surgiam no panorama artístico recusavam-se cantar na língua de Camões. Mas olhar para um Coliseu cheio a cantar a plenos pulmões os versos das músicas de Samuel Úria ou os verdadeiros hinos em que as músicas dos Linda Martini se tornaram, enche qualquer um dos heterónimos de Pessoa de orgulho.

Não só isso, mas também a solidariedade que existe entre a comunidade artística é notória: ver na plateia a apreciar os concertos dos colegas, nomes como Salvador Sobral, Benjamim ou Noiserv, e mesmo, de artistas que começam agora a despontar como Janeiro ou Joana Espadinha, assegura-nos de que a música portuguesa tem valor(es) e que está muito bem entregue.

Nas laterais, a esconder camarotes que poderiam ter menos visibilidade, dois painéis gigantes onde, nos intervalos entre concertos, se projetavam imagens dos bastidores com entrevistas com os artistas em modo flash interview e clips das EA Live Sessions gravadas no Palácio Sinel de Cordes, em Lisboa. Durante os concertos, os mesmos painéis brindavam o público com um magnifico grafismo que juntava o design gráfico do festival ao nome e conceito das bandas em actuação.

É com um sabor agridoce que concluímos a noite: 40 minutos de concertos não dão azo que o público se farte, é certo, mas deixam um gostinho de "quero mais" na boca... vamos ter de aguardar para o ano para perceber se vamos poder repetir a dose!

Créditos: Texto - Tatiana Mota | Fotografia - Darcília Matos

Out///Fest

Ao fim de três edições de Out///Fest o resultado transforma-se numa aposta ganha, fruto da resiliência do seu principal produtor. Um conceito que retira o melhor do público, artistas e ambiente do OutJazz potenciando-o como um evento com maior qualidade em termos de line-up (alguns artistas internacionais), de oferta gastronómica e atividades para crianças. Nesta edição a data escolhida foi sintomática do início do verão.

 

O Parque Marechal Carmona, em Cascais, revestiu-se de local perfeito para encontro de gerações que mais do que dançarem a boa música, pretenderam conviver e estar com os seus amigos. Óculos de sol, Sorrisos, gargalhadas, copo na mão e boa-disposição comandaram os dois dias de evento, que começou pelo início de tarde até ao início de madrugada, com 10 horas de música, quase em ritmo non-stop, em cada dia. A nível artístico foram os Kiasmos que trouxeram  a enchente ao recinto, no primeiro dia, revelando-se estes como a razão principal para o melhor dia do festival na sua história.

 

O cartaz foi potenciado por atuações live de bandas portuguesas como os Octa Push e os Mirror People, intercaladas por djs internacionais e nacionais consagrados que mantiveram sempre uma toada equilibrada a todos, quase que adaptando o seu som para a esfera que o festival pretende proporcionar a todos que o visitam. Venham mais edições!

Créditos: Texto - Ricardo Bramão | Fotografia - Dulce Machado

Red Bull Culture Clash Lisboa

A Red Bull Music Culture Clash, voltou a encher o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, numa noite de "confronto" musical entre quatro "crews" com muitos e bons convidados!!

O conceito vem de longe, da Jamaica, e a Red Bull tonou-o global e, depois de Londres, Toronto, Milão, Joanesburgo, entre outras, Lisboa voltou a repetir a dose. 

Foi uma noite em cheio aquela que se viveu no passado dia 2 de Março na mítica sala lisboeta. Nas bancadas do coliseu, quatro palcos eram o ponto de partida para uma soundclash que se prometia interessante e cheia de surpresas ao longo da noite.  Num Coliseu muito bem composto por várias gerações, Carlão e Alex D´Alva Teixeira foram os apresentadores de serviço, numa noite de festa e alegria. 

Capicua e a sua guerrilha cor-de-rosa, Paus e Pedras, Richie Campbell e a sua Bridgetown, e os Ultramar, liderados por Rui Pragal da Cunha, foram as Crews a concurso. Pelo meio, as quatro crews fizeram-se apresentar com convidados de peso, que de forma descontraída e informal, totalmente inesperada, e que a todos surpreendeu, deram ainda mais cor ao magnífico ambiente vivido nesta noite. Desde Camané e Bruno Nogueira na guerrilha, Kussundulola de paus e pedras nas mãos, Luís Franco Bastos numa stand up musical, até à diva da ópera nos Ultramar, tivemos de tudo, e acreditem, foi mesmo muita bom! Foi uma festa bonita.

Muita alegria, muita picardia, muitos dubplates, muito barulho...sim, muito barulho. O Conceito das soundclashs é mesmo isto, provocação entre as crews, com cruzamentos musicais vários, com bits das outras crews reeinventados e disparados em tom de provação, aqui em três rounds de competição, em que o público vota e elege a crew vencedora..., a fazer isso mesmo, barulho!

No final, Paus e Pedras e os seus convidados levaram a melhor e, o público elegeu-os os derradeiros vencedores da noite. Sim, porque no balanço geral, toda a gente ganhou. Foi uma noite de partilha e de convívio entre todos. Os artistas, os músicos, os convidados, os apresentadores, e o público. Ganhámos todos. 

Créditos: Texto - David Abrantes | Vídeo - Jorge Miranda

The Famous Fest

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