Um festival e bandas para gerir em simultâneo. Entrevista: Cristina Viana (produção Black Bass - Évora Fest)

14/11/2017

O Black Bass, já se designou Psicadélico, agora promove também mais que tudo a cidade de Évora. Um festival com cada vez mais bandas que aglutinam novos públicos e onde uma organização, a Pointlist, aproveita para mostrar o seu roaster e ao mesmo tempo incorporar outroas artistas que cabem filosofia do seu festival. Falámos com Cristina Viana, responsável pelo design e produção deste festival.

 

 

APORFEST:  O que podemos esperar do Black Bass - Évora Fest em 2017? Que destaca?


Cristina Viana: Podemos começar por quantidades: este ano temos o habitual palco da Soir, uma vez mais, num dia “0”, o palco da She e ainda 2 concertos à tarde na universidade de Évora; um total de 16 concertos com bandas nacionais e de 3 outros países a que se somam 3 dj sets - tudo isto em 3 dias.

Um festival que evoluiu na sua nomenclatura e já está na 4ª edição consecutiva. Como foi a sua evolução e este caminho ao longo destes anos?


O festival tem crescido imenso. Em Évora, uma cidade relativamente pequena, é fácil percebermos quem já nos conhece e dar-nos a conhecer a quem não, penso que a evolução se nota principalmente quando, a cada ano que passa recebemos mais e mais e-mails e mensagens durante todo o ano e especialmente quando se começa a aproximar a data, tanto de bandas que querem vir cá tocar, como de pessoas que querem vir, que querem saber o que vai acontecer, que concertos vão haver e também temos recebido sempre muito feedback positivo a seguir a cada edição. A evolução do Black Bass reflecte-se bastante na evolução da Pointlist, estamos a agenciar mais bandas de ano para ano e quanto maior é a família mais fixe é o caminho.

 

Criar uma programação para jovens, em Évora, é fácil? No vosso caso enquanto Pointlist esta programação é ao longo de um ano. Que dificuldades encontram e como combatem isto?

Não é muito fácil, mas fazemos! Por um lado, Évora já está no roteiro nacional de concertos, por outro lado, por vezes é difícil agarrar o público e não tem nada a ver com a qualidade da programação, é um bocado imprevisível a sua adesão, às vezes não cabe nem mais uma alma na sala, outras vezes caberiam muitas mais. Para não saturar nenhum espaço e porque também achamos importante e nos dá uma pica dos diabos, programamos muitas coisas noutras cidades, vamos às cidades das nossas bandas e às de pessoal que faz o mesmo que nós e às outras todas [é este o ciclo pretendido]!


O que pretendem então concretizar nos próximos 2-3 anos para o festival?

Apesar do espaço da Soir não ser ilimitado e de estar sempre cheíssimo no Black Bass, nós queremos sempre trazer mais e mais malta, mais gente de fora. Já temos muita gente a vir de Espanha, de propósito, e de resto continuar sempre a trazer as bandas que gostamos e que temos a certeza que dão bons espectáculos, que fazem o chão vibrar e gerar muitos sorrisos e bocas de espanto.


Como vêm o panorama dos festivais em Portugal na atualidade?


À parte dos “tubarões”, que têm coisas espectaculares e outras não tão coerentes, valorizamos ao máximo a quantidade de festivais, especialmente pela sua descentralização e por todo o trabalho dos bastidores. Conhecemos gente como nós noutros locais e sabemos o que é fazer as coisas com o coração, isso sente-se muito nos festivais ditos mais “pequenos”. E é sempre mais uma mão cheia de sítios onde as nossas bandas podem ir tocar e onde as vamos ver, aproveitando tudo o que os festivais nos têm para oferecer.

 

De que forma pode a Aporfest ser um suporte futuro para o festival? 


A Aporfest é importante em quase todos os níveis, especialmente com o serviço prestado em termo de apoio jurídico, no estabelecimento de contactos e na internacionalização de festivais, conceitos e bandas.

 

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