A Aposta de influencidores nos festivais - exemplos

Já por várias vezes falámos, reportámos, comentámos e indicámos disposições dos festivais na atualidade e este ano uma das tendências em Portugal será a atribuição com papel de destaque na programação ou alinhamento, quase no mesmo patamar de importância dos artistas musicais, aos influenciadores do nosso país. Estes podem exercer o seu papel em plataformas sociais, em virtude do número elevado de seguidores em setores de público por, entre tantos fatores, publicarem vídeos; terem programas; serem especialistas num determinado tema ou usarem o lado cómico para debaterem a atualidade.


Alguns exemplos:

> Ciente deste mercado e da maior facilidade deste conseguir interagir e comunicar com o público-alvo, os jovens (até aos 23-24 anos), o Sumol Summer Fest faz já há algumas edições a sua comunicação essencialmente através das redes sociais aproveitando-se dos seus influenciadores (e.g. com colocação de conteúdos; oferta de bilhetes; reports especiais) para o promover e conseguir gerar buzz de forma mais dinâmica. Muito deste impacto faz-se pela promoção direta do seu naming sponsor;


> o Rock in Rio, iniciou em 2017, na versão Brasil o lançamento de um palco inteiramente dedicado a influenciadores, bloggers e YouTubers [Digital Stage] e criou assim a vantagem de renovar o seu público e de conseguir ter quase que dois festivais a ocorrer em simultâneo num mesmo espaço - esta inovação veio trazer e obrigar a novas formas de trabalho devido às especificidades do público que frequenta esta palco (e.g. muitas horas consecutivas sem sair do espaço, o que vai contra a filosofia do festival de total experimentação das várias atividades dispostas) que serão otimizadas na versão em Lisboa (que terá mais de 100 participações artísticas e até já tem um hino);

> Apesar da perda do principal patrocinador de palco, o Nos Alive tem em 2018 um palco dedicado à comédia com vários intérpretes presentes. Todos os presentes são comediantes (profissionais ou não) e muitos têm um valor que ultrapassa essa área, tal como Ana Garcia Martins (blog A Pipoca Mais Doce), Diogo Batáguas (Vlog Quero lá Saber) ou Pedro Teixeira Mota (programa Erro Crasso);

> O Meo Marés Vivas coloca um influenciador (e.g. Kazzio, Sea) em cada dia de festival num palco, antes dos principais concertos.


Para reflexão:

Quando irão assumir estes a maior fatia de protagonismo dos festivais de música? Perderão os festivais de música e os artistas a sua expressão com a ascensão dos artistas das redes sociais? Será apenas nos festivais com naming sponsor (com maior urgência em ter números e retorno do investimento) que se verificará esta alteração de interesse?


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