ENTREVISTA: Comunicar os festivais, por Salvador da Cunha (CEO Lift World)

Chegámos à fala com o máximo responsável da Lift, Salvador da Cunha. Este defende uma consultora vocacionada especializada na área da comunicação, dando suporte em vários projetos de grande dimensão, destacando-se o Rock in Rio Lisboa, desde a sua primeira edição. Foi então este o mote para uma pequena entrevista.

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APORFEST: Se é verdade que existem muitos festivais em Portugal [156 festivais em 2014, segundo o estudo do Talkfest], também é possível dizer que o tamanho e mercado dos mesmos e muito reduzido. Como é a vossa análise dos festivais em Portugal?

Penso que os festivais de música surgem e intensificam-se como parte do novo paradigma do negócio da música. É hoje uma das principais formas de monetização dos artistas, quando há 15 anos atrás era a venda de CD’s. Dos 156 festivais que falam, há meia dúzia que são grandes festivais, outra dúzia que são médios e depois há muitos festivais mais pequenos, de nicho. Apenas os grandes festivais, como o Rock in Rio, têm de facto orçamento para contratar serviços como o nosso, que envolvem a gestão da comunicação durante um ano inteiro e, no evento, a presença de centenas de jornalistas.



Como nasceu a ligação ao Rock in Rio Lisboa e posteriormente ao projeto na sua globalidade?

Um dia de 2003 o Roberto Medina veio a Lisboa, reuniu comigo no Lapa Palace e disse: “Salvador, quero trazer para Lisboa o maior festival de música do mundo. Você pode ajudar com a assessoria de imprensa?” Pensei que o Roberto era louco, mas disse que sim.

Vim a confirmar poucos dias depois que de facto o Roberto é louco. Mas é uma loucura que faz acontecer e sem ela não havia Rock in Rio. O Roberto é o curador da ideia, não deixa que nada fuja ao sonho inicial. Depois a Roberta consegue, com a sua forma de gerir uma equipa gigante, entregar um produto melhor do que o sonho. E o Rodolfo garante que os recursos aparecem para que tudo aconteça. É uma tripla de Pai e Filhos absolutamente fantástica, que tem marketing no sangue. Sabe exatamente o que querem e motivam, muitas vezes até à exaustão, as equipas que trabalham com eles.



Que visibilidade a mesma vos trouxe, desde 2004?

Trouxe uma visibilidade controlada. Não é por isso que a Lift se move. Gostamos de fazer um bom trabalho, temos muita experiência e todos os anos conseguimos superar o ano anterior.


No vosso portfólio têm clientes que de alguma forma querem ativar ou comunicar nos festivais. A área dos festivais de música é importante para vocês?

Temos muitos clientes que fazem ativação nos festivais. Estamos a trabalhar no sentido de incrementar a nossa área de ativação para melhor servir os nossos clientes nessa vertente.



Como qualquer consultora (independente da sua área de atuação), ter os melhores colaboradores é um risco para eles ficarem no cliente e assim se perder negócio e valor humano. Como previnem esse ponto?

Não pensamos que seja um risco. As consultoras, como qualquer outra organização, têm de ser suficientemente atrativas e manter os colaboradores satisfeitos. O conhecimento acumulado não está centrado apenas num ou