Ativar e recrutar em festivais. Entrevista: Inês Veloso (Randstad)

Ativar em festivais de música (na atualidade), exige um grande cuidado, preparação e percepção de estar ciente da gestão do risco que é comunicar com o público e ser escutado no meio de várias outras marcas que fazem o mesmo em simultâneo. Perceber que o público que estará no mesmo será o que a marca pretende para trabalhar nesse momento e após o festival é algo complexo e mais difícil é fazer com que este se entusiasme pela marca e escolha passar algum do tempo no seu stand. Falámos com Inês Veloso, diretora de marketing e comunicação da consultora Randstad em Portugal para compreender as razões que levam a marca a ativar nos festivais desde 2014.


APORFEST: A Randstad, empresa especializada de recrutamento & seleção, ativa-se no Nos Alive, desde 2014. Como tem sido essa presença e de que forma tem evoluido?

Inês Veloso: O Nos Alive é um festival de pessoas por excelência e, para a Randstad enquanto especialista em pessoas e empresa líder em recursos humanos em Portugal, faz sentido estar onde as pessoas estão. Valorizamos e reconhecemos o talento dos portugueses e queremos estar nos seus momentos de felicidade. A pensar nisso, este ano, a nossa ativação foi sobre sonhos profissionais e como queremos ser o parceiro certo para os atingir.

Esta ação foi estendida também para a marca Rock in Rio. Quais os dividendos que retiram de estarem associados aos festivais de música. Tanto pelos promotores como pelo público final?

Além do awareness que conseguimos atingir ao estar num espaço com tanta exposição, este é um momento em que, de uma forma descontraída, damos a conhecer o nosso negócio e posicionamo-nos como o parceiro do nosso público nos diferentes momentos da sua carreira profissional. Este ano tivemos mais de 2000 pessoas por dia a participar na nossa ativação “dream job Randstad”. No nosso espaço, os festivaleiros tinham de fazer coisas como derrubar os obstáculos para atingir os sonhos, abraçar uma almofada de sonhos ou até fazer um pitch a dizer qual o seu emprego de sonho. Também estivemos pela primeira vez a recrutar directamente candidatos que pudessem estar interessados nas nossas ofertas de emprego, nomeadamente oportunidades para nativos de outras línguas, uma vez que temos várias ofertas que exigem esta competência e o Nos Alive é ponto de passagem de público estrangeiro. Este é o principal retorno que retiramos, conseguir que as pessoas compreendam que queremos estar ao seu lado para atingir os seus sonhos profissionais.


Esta é uma ação apenas da empresa em Portugal ou é concertada com uma estratégia global da empresa?

É uma decisão local. Em Portugal sentimos que os festivais de verão são um momento de contacto entre pessoas e que se tornaram um ponto de passagem cada vez mais importante de um público vasto, pessoas que podem estar em diferentes momentos de carreira e para as quais temos diferentes soluções profissionais, que acompanham os seus objectivos.


O público-alvo dos festivais que ativam é também o público de 1º emprego, para onde canalizam a maioria das vossas ofertas. Esse match foi conseguido e assim obtiveram diferencial das resta