Festivais de Outono - plural, mas um só festival que é académico mas diferente de todos os outros. Entrevista

07/11/2019

Decorre, até 29 de novembro, a 15ª edição do Festivais de Outono produzido pela Universidade de Aveiro em época de recepção aos alunos oferecendo a estes e comunidade experiências de espectros musicais diferentes que passam por ligar os públicos e também poder juntar artistas nos cursos que a mesma tem a nível de oferta. Falámos com Pedro Rodrigues, o atual diretor artístico, para nos explicar melhor a sua história, legado e pontos que o diferenciam.

 

 

APORFEST: O que é o Festivais de Outono?

Pedro Rodrigues: É um evento dedicado à Música e é organizado pela Universidade de Aveiro. Este ano, para além de Aveiro, iremos estar cidades como Águeda, Ílhavo e Oliveira de Azeméis, cidades com as quais a Universidade de Aveiro tem o privilégio de ter uma estreita relação. Musicalmente, também viajamos por diversos estilos e passamos desde a música erudita à bossa nova, desde o jazz ao flamenco.

 

Que pontos destacam da sua programação?

A resposta imediata seria: Todos. Para quem não tiver tanto tempo, aconselho o concerto de Mário Laginha (dia 9 de Novembro no Auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro), Miguel Amaral e Yuris Reis (dia 13 de Novembro no Teatro da Vista Alegre), o Quarteto de Matosinhos (16 de Novembro) e claro, o concerto de encerramento com a Orquestra de Cordas e Sopros da Universidade de Aveiro junto da Orquestra Filarmonia das Beiras sob a direcção do Maestro Luís Carvalho e o solista Victor Pereira.

 

De que forma se diferenciam dos demais festivais que ocorrem em Portugal?

A linha condutora deste Festival foi a excelência musical de todos os seus intervenientes. Não só temos nomes reconhecidos do público como também teremos concertos por alguns alunos do Departamento de Comunicação e Arte, alunos esses laureados em diversos concursos. Outra preocupação foi a vertente educacional e, nesse sentido, terão lugar diversos cursos com alguns dos melhores músicos nacionais.

 

Apesar de ocorrer em espaço académico este não se comporta como um comum festival académico, não só em termos artísticos mas de ocorrência em termos de calendário. Porquê essa decisão estratégica?

O período temporal em que se desenrolam os Festivais coincide, na prática, com a chegada dos novos alunos à Universidade de Aveiro. Em termos artísticos, este é um dos muitos momentos de oferta cultural elaborados pela Universidade. Dada a estreita relação entre os Festivais de Outono e o Departamento de Comunicação e Arte da UA é natural a inclinação musical assumida.

 

Qual o vosso posicionamento então e que público pretendem para os vossos concertos?

A música é para todos e estamos muito felizes por termos tido casas cheias nos diversos concertos desta edição.

 

Como tem sido a vossa evolução ao longo destas 15 edições?

Esta é a 15ª edição dos Festivais de Outono. Neste percurso é necessário destacar a presença de António Chagas Rosa, director artístico dos Festivais por mais de 10 anos. Ele conduziu os Festivais e sedimentou este evento como um marco obrigatório e imprescindível no panorama cultural nacional.

 

Como se comparam com os demais festivais de música clássica e erudita nacionais?

Não creio que seja necessário comparar. É necessário apresentar um programa apelativo, cativante, provocante, diversificado e com músicos de excelência. Tivemos a felicidade de o alcançar nesta edição.

 

Que pretendem alcançar e atingir a curto prazo?

Graças a esta decisão de diversificação geográfica, julgo que o importante será corresponder positivamente, consolidar a aposta que foi feita e continuarmos a colaborar com todas as autarquias envolvidas em prol da cultura.

 

De que forma a APORFEST e os seus principais eventos como o Talkfest e Iberian Festival Awards são importantes para o vosso desenvolvimento?

A APORFEST, para além de todo o trabalho de divulgação dos mais diversos festivais de música, presta um inegável contributo em diversas facetas formativas ou de suporte. É valiosa a necessidade de união entre os diversos agentes culturais, como força de expressão e de necessidade cultural de um país e os eventos mencionados poderão ser um precioso reconhecimento nessa missão.

 

 

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