Cashless - festivais em Portugal já aplicam tendência

Tirar o dinheiro da carteira e guardar o troco (e talão) após a realização de uma compra irão desaparecer nos nossos festivais? Festival Forte, Piknic Eléctronik e Lisb-On #Jardim Sonoro são já exemplos em Portugal da aplicação do conceito cashless em Portugal.




"Sem uso direto de dinheiro na compra de um produto ou serviço", pode ser esta a melhor definição do conceito. Assim num festival qualquer ponto de pagamento (e.g. bares; restauração; zona comercial) é realizado com o uso de um cartão de leitura, dispositivo tecnológico na pulseira ou aplicação mobile que com um sitema de leitura (chip para transmissão de dados) substitui o "dinheiro vivo" e que tem o intuito de agilizar o processo de compra de um produto.


Mas perante o promotor/produtor do festival, a aplicação do conceito não pode ser apenas vista de um lado e esquecer-se a sua aplicação e consequências em toda a sua magnitude. Foi isto que se viu nos três festivais supramencionados, uma boa medida mas que poderia ter colocado em risco os mesmos, assumindo cada caso maiores proporções quanto maior a sua quantidade de público presente em simultâneo.


O promotor, com esta medida, passa a conseguir ser o detentor de dados e assim conhecer os hábitos do seu público e com isso projetar, melhorar e otimizar as ofertas de consumo no seu festival (podendo realizar alterações em tempo real), assim como consegue perceber quanto é consumido em média por cada utilizador e em cada ponto de venda, sendo isto um economizador de tempo e potenciador de confiança entre todos os envolvidos - promotor, prestador de serviço e colaboradores. Do mesmo modo se esta medida não for acompanhada por uma eficaz gestão e número de unidades dos pontos de troca de dinheiro e formação aos seus recursos humanos, tudo isto se desmorona, pois o tempo perdido em filas aumenta (em vez de dimimuir), o que é penoso quando os festivais têm uma duração menor ou quando acontecem junto de meios urbanos, onde o público permanece menos tempo no seu recinto.


Lá fora esta medida já é recorrente em festivais com um número significativo de público e que são compostos por vários dias consecutivos de animação - e.g. Sònar (Espanha); Sziget (Hungria) ou Paradise City (Bélgica). Nestes existiu uma diminuição de roubos e furtos nos seus recintos e zonas de campismo (nos dois últimos casos).


Resumindo, esta e outras novas tecnologias deverão então estar ao serviços dos festivais, permitindo a estes serem portadores de maior quantidade de informação e conhecimento, mas deverão também ajudar as reais necessidades do seu público e por isso nem todos os festivais terão condições ou servirão para a aplicação desta medida cashless. Não bastará dizer-se que se é inovador, mas sim que a inovação consiga de facto trazer uma melhoria para todos os envolvidos - quem organiza o festival e quem vai para o viver - até porque o público é hoje cada vez mais exigente, suportando menos os erros dos eventos a que escolheu ir e aos quais comprou o seu ingresso.

#cashless #festivais #lisbon #piknicelectronik #forte

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