Agressões sexuais em festivais europeus

07/07/2016

Têm sido vários os casos de agressões sexuais em festivais de música na Europa que se têm tornado públicos nos últimos meses. 

 

Felizmente este ainda não é um problema nos festivais de música portugueses, sendo também que o valor de vitimação sexual apartir dos 15 anos de idade em Portugal é mais baixo (cerca de 4%) em comparação à media Europeia (cerca de 11%). Em conversa com José Félix (Assessor Técnico de Direção da APAV - Associação de Apoio à Vítima) este afirmou não conhecer quaisquer casos de violência sexual em festivais portugueses mas que era provável que existissem. Em resposta às mesmas questões, a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres afirmou também não ter conhecimento de nenhuma agressão sexual em festivais de música e que infelizmente não se pode assumir uma relação direta entre a inexistência de denúncias e as ocorrências, contudo lembraram que existiu pelo menos uma queixa durante o Enterro da Gata (em Braga), uma das maiores festas académicas, no corrente ano.

 

Do lado de quem organiza os festivais e de quem os vigia (e.g. PSP/GRN, Proteção Civil, Segurança Privada, Cruz Vermelha), não existe uma preocupação efetiva na matéria, mas sim um maior alerta na deteção e previsão de comportamentos adulterados entre o público presente nos festivais.

 

Créditos: Agência Reuters

 

 

Ficam abaixo alguns dos casos mais mediáticos de agressões sexuais em festivais Europeus:

  • Um total de 26 mulheres dizem ter sofrido agressões sexuais no festival Schlossgrabenfest (Alemanha), 14 das quais dizem ter sido cercadas por homens que depois cometeram as agressões sexuais;

  • A Polícia Sueca ocultou dezenas de agressões sexuais cometidas a jovens mulheres (algumas com 11 ou 12 anos) em 2014 e 2015 nas edições do festival juvenil We are Sthlm, isto porque os suspeitos eram grupos de jovens imigrantes vindos de Afeganistão e o governo preferiu não divulgar estas queixas de modo a não aumentar as posições xenófobas no país;

  •  

    Mais de 40 mulheres sofreram agressões sexuais durante um fim de semana em dois festivais na Suécia, o festival Bravalla onde foram registados 5 casos de violações e 12 casos de agressões sexuais e o festival Putte I Parken onde foram registados 35 casos de agressão sexual realizados por sete homens que continuam a ser procurados por alegadamente terem assediado raparigas entre os 12 e os 20 anos. Os artistas Mumford & Sons e Zara Larsson, artistas que fizeram parte do cartaz do festival Bravalla, utilizaram as redes sociais para manifestar o seu desagrado perante os acontecimentos, mostrando não querer voltar enquanto o festival não agir perante a situação.

A violência sexual é explicada como sendo qualquer ato sexual ou tentativa de ato sexual, avanço ou comentário sexual praticado contra uma pessoa sem que esta o deseje ou consinta livremente, algumas das consequências destes atos são a possibilidade de infeção com doenças sexualmente transmissíveis, problemas no sistema reprodutivo, deterioração na qualidade da relação com o parceiro íntimo, auto culpabilização, tristeza profunda, ansiedade, medo e isolamento social. Em caso de ser vítima ou assistir a uma agressão sexual, deverá recorrer ao 112 (número nacional de emergência) que enviará os meios de emergência adequados para o local. É importante a recolha de vestígios da agressão sexual, inclusivamente os que possam ser deixados no corpo, roupa e/ou objetos da vítima. A vítima deverá também ser aconselhada e acompanhada na realização de exames médicos. (cit. APAV).

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