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ENTREVISTA - Vem aí a 14ª edição do Fnac Live e sempre com a premissa de cultura de acesso gratuito, com Catarina Silva (Resp. Comunicação do festival)

  • há 2 horas
  • 5 min de leitura

O FNAC Live regressa em 2026 aos Jardins da Torre de Belém para mais uma edição que reforça o posicionamento do evento como um dos principais festivais urbanos gratuitos de Lisboa. Num cenário cada vez mais competitivo para os eventos de música ao vivo, o FNAC Live continua a afirmar-se através de uma programação acessível, da proximidade ao público e da forte ligação entre música, cidade e experiência cultural. Ao longo dos últimos anos, o festival consolidou o seu papel enquanto plataforma de encontro entre artistas, marcas, públicos e novos formatos de comunicação cultural, acompanhando também a transformação do setor dos festivais e da forma como os eventos são hoje pensados, promovidos e experienciados. Mais do que um concerto ao ar livre, o FNAC Live tornou-se um exemplo relevante da evolução dos festivais urbanos gratuitos em Portugal, num equilíbrio entre acessibilidade, notoriedade mediática e experiência de público. Carminho, Valter Lobo e Carolina Deslandes estão entre as confirmações para este ano, com transmissão na Antena 3 e intérprete de língua gestual.


Nesta entrevista à APORFEST, conversámos com a resp. de comunicação do festival, Catarina Silva.


1. O FNAC Live regressa aos Jardins da Torre de Belém. Que objetivos estratégicos definiram para esta edição em termos de público esperado, impacto cultural e posicionamento da marca FNAC no ecossistema da música ao vivo?

O FNAC Live regressa aos Jardins da Torre de Belém com um objetivo muito claro: reforçar o seu papel enquanto plataforma de democratização do acesso à cultura e de encontro entre diferentes públicos e gerações. Sendo um festival urbano e gratuito, a ambição passa por continuar a alargar o público, mantendo uma forte diversidade desde famílias a públicos mais jovens e promover um ambiente inclusivo e acessível. Do ponto de vista cultural, o FNAC Live posiciona-se como um espaço de celebração da música portuguesa e da criatividade nacional, onde artistas consagrados e novos talentos coexistem no mesmo palco, criando um verdadeiro cruzamento geracional e artístico. Para a marca FNAC, este evento materializa de forma concreta a sua missão: aproximar as pessoas da cultura, tornando-a próxima, acessível e com impacto real na cidade e na comunidade.


2. Produzir um evento gratuito em espaço urbano implica desafios muito específicos ao nível de operação, segurança, mobilidade e experiência do público. Que aprendizagens das edições anteriores foram fundamentais para otimizar esta edição e quais os principais números operacionais envolvidos este ano (equipas, produção, fornecedores, montagem, etc.)?

Produzir um evento gratuito em espaço urbano exige uma coordenação muito rigorosa entre múltiplas frentes: produção técnica, segurança, mobilidade e experiência do público. Tendo o apoio da Câmara Municipal de Lisboa que nos permite utilizar o Jardim mais bonito da cidade, é uma responsabilidade enorme para a nossa marca pelo que as principais preocupações são o património do jardim e a segurança de todos, equipas de trabalho e publico em geral. Ao longo das últimas edições, uma das principais aprendizagens foi a importância de desenhar o recinto como um ecossistema funcional e fluido. As equipas da CML tanto dos departamentos da cultura como espaços verdes e outros mais técnicos acompanham todo o processo para que esteja tudo em linha com aquilo que é pensado para a cidade.


3. O Fnac tem historicamente uma forte ligação à descoberta musical e ao apoio a artistas emergentes. Como é que o FNAC Live procura equilibrar nomes consolidados com novas propostas artísticas e qual consideram ser hoje o papel dos festivais gratuitos na promoção de talento nacional?

O equilíbrio entre artistas consagrados e novas propostas é um dos pilares do FNAC Live desde a sua origem. O cartaz está estruturado em dois eixos: um palco principal com nomes já consolidados na música nacional e um palco dedicado a novas sonoridades, promovendo artistas emergentes, muitas vezes ligados ao concurso anual da marca (Novos Talentos FNAC). Este modelo permite não só atrair grandes públicos, mas também garantir visibilidade a novos criadores, integrando-os numa experiência maior e perante audiências alargadas que numa fase de arranque não são tão comuns. Aqui usamos os artistas consagrados quase como um isco para dar a conhecer os mais novos. Num contexto mais amplo, os festivais gratuitos desempenham hoje um papel fundamental na promoção do talento nacional, ao eliminar barreiras de acesso e permitir que novos artistas cheguem a públicos que, de outra forma, poderiam não ter contacto com as suas propostas. Há muitos artistas emergentes mas não é fácil começar uma carreira a encher salas sem ter sido visto ou ouvido antes.



4. Para os profissionais do setor dos festivais, é interessante perceber os modelos de sustentabilidade destes eventos. Como é construída a viabilidade do FNAC Live enquanto evento gratuito e quais são hoje os maiores desafios financeiros e operacionais deste tipo de formato em Portugal?

A viabilidade do FNAC Live enquanto evento gratuito resulta de um modelo colaborativo da FNAC construído em estreita articulação com parceiros institucionais, comerciais e de comunicação. Na primeira edição começámos com apenas um palco na Graça mas a vontade de fazer mais e melhor foi fazendo o festival crescer gradualmente até chegar ao modelo que temos hoje. A coorganização com a Câmara Municipal de Lisboa e o envolvimento de marcas como a Repsol, MEO ou Dolce Gusto são estruturais para garantir as condições de produção do evento. A isso junta-se um ecossistema de media partners como a Antena 3, o SAPO, o Público, a TVI e a MEO que desempenham um papel fundamental na amplificação do festival e na sua capacidade de chegar a públicos cada vez mais alargados. Mais do que um modelo orientado para retorno direto, o FNAC Live é um investimento estratégico da FNAC na cultura e na relação da marca com a cidade e com o público. A natureza gratuita do evento implica um equilíbrio exigente entre ambição artística, escala de produção e sustentabilidade financeira. Hoje, os maiores desafios passam precisamente por garantir essa equação: manter a qualidade, acessibilidade e relevância cultural do festival num contexto de crescente pressão sobre os custos de produção e operação o que reforça ainda mais a importância das parcerias e de uma visão de longo prazo para eventos deste formato.


6. O FNAC Live tem vindo a consolidar-se como um dos grandes eventos urbanos gratuitos da música em Lisboa. Que novidades, experiências ou curiosidades desta edição acreditam que irão surpreender o público e que impacto esperam deixar na programação cultural da cidade este verão?

O FNAC Live tem vindo a consolidar-se como uma referência no calendário cultural de Lisboa, e esta edição reforça esse posicionamento com uma experiência cada vez mais completa. Entre os destaques está a integração dos Prémios Novos Talentos FNAC no próprio festival, transformando o evento num momento de celebração transversal de várias áreas criativas da música ao cinema, passando pela escrita ou videojogos. A experiência contínua de concertos, sem interrupções, e a diversidade de estilos musicais criam uma dinâmica única e inclusiva, pensada para diferentes públicos ao longo do dia. É o único festival em Lisboa, ao ar livre, sem qualquer custo e onde o público pode ir com a família, com animais de estimação, levar o seu pícnic de casa e passar um dia completo num jardim de lisboa com cultura gratuita sem gastar dinheiro nenhum se não lhe apetecer. Assim, mais do que um evento, o FNAC Live afirma-se como uma experiência cultural aberta à cidade, com impacto direto na vivência urbana e na oferta cultural de Lisboa durante o verão.



 
 
 

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