Cervejeiras de Espanha começam a entrar nos festivais portugueses

É difícil dissociar festivais, nomeadamente os que decorrem no verão, sem a imagem de um copo de cerveja a acompanhar. O nosso panorama indica um elevado consumo desta bebida nos recintos e no início da profissionalização dos festivais, em meados da década de 90, foram as cervejeiras as grandes impulsionadoras do desenvolvimento de uma área através do seu apoio e naming dado (e.g. Imperial ao Vivo, Super Bock Surf Fest, Heineken Paredes de Coura) que permitiu termos cartazes com artistas internacionais e um acesso a baixos preços nos seus bilhetes/passes. O melhor exemplo de naming sponsor é o que ainda subsiste, o do Super Bock Super Rock, ao qual o público numa forma abreviada nunca diz o nome do festival mas sim o nome da marca - "vais este ano ao Super Bock?". Hoje o posicionamento destas cervejeiras, no nosso mercado, é forte, com forte presença visual (e.g. stands ou áreas vips diferenciadas, namings de palcos) e fazem com que independentemente do festival seja sempre a cerveja a bebida-rainha de qualquer evento. Se nos festivais de grande dimensão, o objetivo é estas terem rentabilidade do seu patrocínio, em termos financeiros e de notoriedade perante o público nos restantes festivais é terem operações bem-sucedidas e alcançar quota de mercado, sendo um domínio claro entre Unicer e Central de Cervejas que deixam pouco espaço a outros players.


Com o aumento anual do número de festivais de música a ocorrer em Portugal existem mais oportunidades comerciais e através da democratização das cervejas artesanais já existiram exemplos da sua presença em festivais como o caso da Cerveja Musa no MIL (2017, 1018) ou no IndieotaFESTAval (2016), da mesma forma verificamos a presença de cervejeiras fortes de Espanha focalizadas nas oportunidades do nosso país nesta área, tendo verificado a Estrella Galícia no Laurus Nobilis Music Fest e a Mahou no AgitÁgueda, eventos já com vários milhares de pessoas frequentadoras