Um dos maiores festivais de música do mundo fica marcado pelo lixo produzido

20/07/2016

Realizou-se no final do mês de Junho, o festival Glastonbury, em Inglaterra. Para muitos considerado o melhor festival de música e que tem, a cada edição, a sua lotação esgotada sempre que coloca os bilhetes à venda [cerca de 135 mil unidades por dia], tem sempre muita controvérsia associada (nem sempre por bons motivos), talvez por uma maior exposição mediática.

 

A pretérita edição do festival ficou marcada pela chuva e consequentemente pela lama que (não) apanhou de surpresa os festivaleiros, mas principalmente pelo lixo (novamente) que se tornou mais visível à medida que o público “desaparecia”. A organização indicou que pelo menos 500 mil sacos foram recolhidos pelas suas equipas de limpeza e centenas de tendas praticamente novas foram abandonadas pelos festivaleiros que preferiram não ter o trabalho de as levar novamente para casa ou deixar, por sua iniciativa, no lixo ou posto de reciclagem.

No vídeo, acima apresentado, é possível ver o “estado” em que ficou um dos parques de campismo associados ao festival. Não foram poucos os lamentos por parte do autor do vídeo "Sim, isto tem lama. Mas é assim que são os festivais e se vocês conseguem trazer isto para aqui na quarta ou quinta-feira, também podem levar isto de volta para casa no domingo ou na segunda-feira … se fosse lixo era normal que ficasse aqui, mas isto não é lixo… isto são os pertences de alguém. Alguém comprou isto e deixou aqui para outra pessoa qualquer limpar. Roupas, tendas, cadeiras,…". É importante referir que no festival existem vários espaços onde se podem entregar diferentes tipos de artigos para instituições de caridade.

 

O festival que tem sempre atuações surpresa ou atuações de artistas que raramente atuam em festivais (este ano foi o caso de Adele oe Coldplay) está também a ser muito falado nos media por um projeto que é assume importância do ponto de vista social e ambiental - a transformação de urina em eletricidade, visto que a ideia principal da empresa responsável pela criação do sistema é aplicar estes sistemas nos países menos desenvolvidos do mundo. A empresa, a Bristol Bioenergy Center, que pela segunda vez consecutiva instalou no festival Glastonbury, urinóis com um sistema chamado MFC – Sistema de Combustível Microbial (versão melhorada e muito mais eficaz em comparação ao sistema aplicado no ano 2015), tem como principal função, através desta alteração,  capacitar as luzes que iluminam os urinóis e casa-de-banho durante todo o festival. Este sistema representa uma solução eficaz e sustentável uma vez que não é realizada a produção de resíduos com esta transformação, antes pelo contrário, este método transforma os resíduos poluentes em eletricidade e estrume.

 

Uma aplicação ainda em fase de testes, e que por isso importa perceber se o esforço fará sentido e terá uma real fiabilidade, uma vez que esta é uma temática de difícil gestão nos festivais com maior afluência de público em simultâneo nestes locais.

 

 

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