RBMA Culture Clash Lisboa - porque não é um festival. Entrevista: Miguel Silva (culture Marketing Manager da Red Bull Portugal)

10/01/2017

 

Aconteceu em outubro do ano anterior um dos eventos musicais mais "inesperados" no panorama português - O Red Bull Music Academy Culture Clash Lisboa. Um evento, que decidimos enquadrar na "área dos festivais", tal o ambiente proporcionado, fator de exclusividade do que lá se passou ao seu público e entretenimento dos artistas, embora não seja esse o posicionamento que é pretendido para o conceito. Decidimos por isso falar com o principal responsável da marca em Portugal.

 

 

 

Aporfest - O RBMA Culture Clash é a versão mais aproximada da marca ao público consumidor de música, correto? O que tem este conceito de diferenciador?

Miguel Silva - A inovação e a necessidade de partilhar num mesmo evento o talento português, transgeracional, em vários estilos artísticos foram o ponto de partida para este evento. Depois de Londres, Nova Iorque, Toronto ou Milão, foi a vez de Lisboa receber o Red Bull Music Academy Culture Clash. Apresentou-se um conceito, no mínimo, revolucionário, com quatro crews a darem o seu melhor, cada uma no seu palco, tudo na mesma sala. No fim, apenas uma saiu vitoriosa do Coliseu de Lisboa [Club Atlas - Branko, Fred, Carlão, Pongolove entre outros], com a decisão, a pertencer em exclusivo ao público.

 

Foi uma aposta ganha? Porquê? E que aspetos melhorariam?

O evento foi um sucesso. A interacção com o público foi total. Daí o mote do Red Bull Music Academy Culture Clash: “Apoia a tua crew. Quem manda aqui és tu”. Existem sempre aspectos a melhorar, para futuro e por isso queremos sempre mais e melhor daqui para a frente.

 

Terá então futuras edições?

Estamos neste momento a avaliar o evento e só depois dessa análise poderemos decidir se haverá uma segunda edição em Portugal.

 

O contexto português de festivais facilita a absorção de um evento diferente ou é uma oportunidade?

É apenas uma oportunidade, o contexto português de festivais está muito dinâmico e diverso — o RBMA Culture Clash, embora tenha quatro palcos, não é por nós considerado um festival.

 

Passará por aqui a nova forma de absorvermos música? Será aqui a necessária diferenciação e evolução dos festivais, ao ritmo da sua participação ativa no mesmo, assim como competitividade entre artistas?

O conceito do RBMA Culture Clash é bastante dinâmico e enérgico, pela competitividade que se vive entre crews. No final, quando damos ao público a oportunidade de interagir, o evento promove uma relação estreita entre palco e plateia, tornando-o muito mais atractivo e motivador para ambos os interlocutores. Pelas caraterísticas técnicas, duração, etc., não achamos que seja um conceito a adoptar num festival.

 

O que poderá a APORFEST contribuir para o desenvolvimento da área dos festivais assim como da capacitação dos seus profissionais?

Continuar o caminho que tem vindo a desenvolver, analisando, divulgando e criando relações entre todos os elementos activos desta indústria.

 

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