Flamingo Boémio, bar ao serviço dos festivais. Entrevista: Simão Guerreiro (partner)

29/06/2017

Com a evolução da área de eventos e festivais e em proporcionalidade, a exigência do seu público, importa conseguir dar um serviço de qualidade a este. Mais do que descarregar uma cerveja, retirar uma água fresca ou natural é importante dar uma experiência que faça reforçar uma recordação positiva desse mesmo evento e também descansar os seus promotores. É o propósito da Flamingo Boémio e com isso falámos com um dos seus mentores, Simão Guerreiro.

 

 

APORFEST: O que é a Flamingo Boémio?

Simão Guerreiro: A Flamingo primeiro que tudo, são dois grandes amigos que trabalhavam há vários anos juntos e que encontraram nela uma forma de materializarem um conjunto de vontades, a primeira, de trabalharem juntos e a segunda de poderem fazer da produção de bares mais que um emprego de Verão. Foram alguns anos de experiência, começando ainda enquanto estudantes no mundo do Associativismo, até mais tarde com eventos de música electrónica através do meu primeiro emprego. Posteriormente, ainda como Freelancer, continuei responsável pela produção dos bares no Brunch Electronik Lisboa, enquanto o João geria a operação da re-cup nos festivais nacionais de grande dimensão. O carinho e apreço sentido por todas as pessoas com que fomos trabalhando e a equipa que tínhamos reunido fizeram-nos perceber que o nosso trabalho tinha valor. Em Setembro de 2016 surge a Flamingo Boémio, que só em Fevereiro de 2017 ganha formas e cores como hoje a conhecemos e como queremos ser reconhecidos. Somos jovens e consequentemente muito abertos e flexíveis a coisas novas, não gostamos de fechar portas e a nossa formação em Marketing e Publicidade ajuda-nos a ligar bem com os eventos e marcas, deixando que estes sejam potencializados com o nosso trabalho.

 

De que forma se propõem a marcar a diferença no atual panorama de eventos e mais concretamente festivais de música em Portugal?

No âmbito dos festivais há essencialmente duas vertentes nas quais nos focamos, dependente do tipo de serviço que prestamos ao evento. No caso de sermos a empresa responsável pelos bares de serviço do festival aquilo que nos preocupa em primeira instância é responder da forma mais rápida e eficiente a todos os pontos de bar. Acreditamos que quando alguém se desloca a um evento, fá-lo pelo entretenimento e não pela fantástica bebida que vamos preparar. A nossa função é potencializar o evento. Que não haja filas, que todos os fatores de higiene e segurança sejam cumpridos. Noutro âmbito, e visto o foco que temos num serviço de cocktails e que nos tem permitido crescer dentro de outros mercados, podemos e vamos procurando cada vez mais estar presentes em eventos com um serviço de Cocktails com produtos frescos e marcas de confiança. Procurando aqui sim, um serviço mais de entretenimento e de certa forma semelhante ao que se vive num bar, embora adaptado ao evento, em que temos uma relação mais próxima ao cliente e onde tentamos oferecer algo mais que o Cocktail, uma experiência. 

 

Em que eventos já estiveram envolvidos?

Estivemos presentes na Feira do Cavalo de Lisboa, na Recepção ao Estudante do ISCTE-IUL, Arraial Telepreformance, Arraial da Vila, Semana Académica de Lisboa com produção dos bares de bebida branca e Palco Alternativo. Temos também atuado com cada vez maior pendor no mercado corporativo, produzindo alguns sunsets ou ciclo de conferências. Somos também responsáveis pela exploração do Bar do Brownie, um microclub no Príncipe Real, um bar que nos é muito querido. 

 

Como poderá ser a zona dos bares no futuro nos maiores festivais portugueses?

Os festivais em Portugal dependem na sua maioria de investimentos de marcas. Por muitas pessoas que um festival consiga atrair, são poucos os festivais que podem dizer, ou realmente viver apenas do dinheiro que advém das bilheteiras. As marcas são cada vez mais importantes dentro dos festivais, não só financeiramente, mas pelo que acrescentam a nível de experiência agora que perceberam que estar presentes por si só não era suficiente. É neste aspecto queremos trabalhar, beber um pouco do evento e da marca para construir algo que possa ser cativante para o cliente além do produto em si.  Ou seja, é preciso tornar o bar dentro do Festival uma ativação da marca patrocinadora, sem nunca esquecer, que um bar tem como principal objetivo vender. É preciso a agilidade de perceber como se pode ativar a marca sem atrasar ou prejudicar o serviço.

 

Existe ainda um grande desfasamento do que são os bares nos festivais em Portugal e do que são os bares nos festivais na restante Europa. Por exemplo, o lobby das cervejeiras não é tão marcado e é possível vender-se uma maior variedade de produtos nos bares. Caminhamos para isso no nosso país?

Sinceramente, não acreditamos nisso. Acreditamos que o crescimento do número festivais de pequena e média dimensão, mais de nicho, vai permitir de facto que dentro de alguns desses festivais vão entrando marcas com poderes diferentes e com produtos diferentes. No entanto os festivais grandes vão continuar a trabalhar com as grandes cervejeiras, com as grandes marcas de comunicação, bancos, automóveis, que pelos valores investidos, exigem, claro, exclusividade. Não acreditamos muito em visões românticas e em remar contra a maré. Não nos sentamos ao sabor do vento, mas sabemos que o mercado tem as suas próprias leis e nós estamos aqui para nos adaptar ao mercado, fazer o possível dentro da elasticidade que tem, não para lutar contra.

 

De que forma a APORFEST poderá ser um apoio para o vosso desenvolvimento?

A Flamingo é uma empresa recente, como já dissemos. E se em muitos casos consideramos que isso é uma enorme mais valia a verdade é que também há muita coisa que temos de aprender. É verdade hoje e vai ser verdade quando a Flamingo tiver 10 anos. A oferta que a APORFEST tem ao nível de formações vai ser sempre importante para nós, está no nosso ADN e vamos sempre defender uma maior formação dentro de todos os níveis hierárquicos da empresa. Somos apologistas que somos tão fracos como o nosso mais fraco colaborador, incentivando que estes se formem sempre, dentro ou fora da Flamingo. O conhecimento vai ser sempre valorizado, seja este de bar, seja de química, estamos a falar de atendimento ao público, de relações com marcas, com fornecedores, clientes. Estamos a falar de relações pessoais. Depois é importante contar com o selo de qualidade da APROFEST que ajuda a que uma empresa jovem como a Flamingo se torne mais credível dentro do mercado.

 

 

Please reload

Notícias em destaque

TALKFEST'20 | Quarta vaga de oradores; Falta uma semana para o fim das candidaturas aos Iberian Festival Awards

November 13, 2019

1/10
Please reload

Notícias recentes
Please reload

Arquivo
Please reload